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Viva hoje
Não há relógio mais severo do que o adiamento.
Ele não faz barulho,
Não ameaça — apenas rouba.
Rouba dias inteiros
Enquanto prometemos viver “depois”.
Hoje é um corpo aberto, respirando.
Não pede heroísmo, nem grandes decisões.
Pede presença.
Pede que você esteja inteiro onde pisa.
Nada é mais urgente do que viver a própria vida
Porque tudo o mais é substituível:
As tarefas se repetem,
As opiniões mudam,
As cidades esquecem nossos nomes.
Mas o dia de hoje,
Este, não retorna nem para pedir desculpa.
Viver agora é um gesto silencioso de rebeldia.
É escolher sentir antes de explicar,
Errar antes de paralisar,
Amar antes que vire lembrança.
Há quem passe a vida preparando-se para viver,
Como se a existência fosse um ensaio interminável.
Mas o palco já está iluminado.
O público é o tempo.
E o tempo não aplaude adiamentos.
Viva hoje.
Não como quem corre sem saber o caminho,
Mas como quem finalmente sabe onde pisa.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense
https://odairpoetacacerense.blogspot.com/2025/12/viva-hoje.html
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Comentários
tuas mãos já coisas
Ricardo Reis
A nada imploram tuas mãos já coisas,
Nem convencem teus lábios já parados,
No abafo subterrâneo
Da húmida imposta terra.
Só talvez o sorriso com que amavas
Te embalsama remota, e nas memórias
Te ergue qual eras, hoje
Cortiço apodrecido.
E o nome inútil que teu corpo morto
Usou, vivo, na terra, como uma alma,
Não lembra. A ode grava,
Anónimo, um sorriso.
tuas mãos já coisas
Ricardo Reis
A nada imploram tuas mãos já coisas,
Nem convencem teus lábios já parados,
No abafo subterrâneo
Da húmida imposta terra.
Só talvez o sorriso com que amavas
Te embalsama remota, e nas memórias
Te ergue qual eras, hoje
Cortiço apodrecido.
E o nome inútil que teu corpo morto
Usou, vivo, na terra, como uma alma,
Não lembra. A ode grava,
Anónimo, um sorriso.
tuas mãos já coisas
Ricardo Reis
A nada imploram tuas mãos já coisas,
Nem convencem teus lábios já parados,
No abafo subterrâneo
Da húmida imposta terra.
Só talvez o sorriso com que amavas
Te embalsama remota, e nas memórias
Te ergue qual eras, hoje
Cortiço apodrecido.
E o nome inútil que teu corpo morto
Usou, vivo, na terra, como uma alma,
Não lembra. A ode grava,
Anónimo, um sorriso.
tuas mãos já coisas
Ricardo Reis
A nada imploram tuas mãos já coisas,
Nem convencem teus lábios já parados,
No abafo subterrâneo
Da húmida imposta terra.
Só talvez o sorriso com que amavas
Te embalsama remota, e nas memórias
Te ergue qual eras, hoje
Cortiço apodrecido.
E o nome inútil que teu corpo morto
Usou, vivo, na terra, como uma alma,
Não lembra. A ode grava,
Anónimo, um sorriso.
tuas mãos já coisas
Ricardo Reis
A nada imploram tuas mãos já coisas,
Nem convencem teus lábios já parados,
No abafo subterrâneo
Da húmida imposta terra.
Só talvez o sorriso com que amavas
Te embalsama remota, e nas memórias
Te ergue qual eras, hoje
Cortiço apodrecido.
E o nome inútil que teu corpo morto
Usou, vivo, na terra, como uma alma,
Não lembra. A ode grava,
Anónimo, um sorriso.
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Ricardo Reis
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Nem convencem teus lábios já parados,
No abafo subterrâneo
Da húmida imposta terra.
Só talvez o sorriso com que amavas
Te embalsama remota, e nas memórias
Te ergue qual eras, hoje
Cortiço apodrecido.
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Usou, vivo, na terra, como uma alma,
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tuas mãos já coisas
Ricardo Reis
A nada imploram tuas mãos já coisas,
Nem convencem teus lábios já parados,
No abafo subterrâneo
Da húmida imposta terra.
Só talvez o sorriso com que amavas
Te embalsama remota, e nas memórias
Te ergue qual eras, hoje
Cortiço apodrecido.
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Usou, vivo, na terra, como uma alma,
Não lembra. A ode grava,
Anónimo, um sorriso.
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Ricardo Reis
A nada imploram tuas mãos já coisas,
Nem convencem teus lábios já parados,
No abafo subterrâneo
Da húmida imposta terra.
Só talvez o sorriso com que amavas
Te embalsama remota, e nas memórias
Te ergue qual eras, hoje
Cortiço apodrecido.
E o nome inútil que teu corpo morto
Usou, vivo, na terra, como uma alma,
Não lembra. A ode grava,
Anónimo, um sorriso.
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Ricardo Reis
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Cortiço apodrecido.
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Anónimo, um sorriso.
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Ricardo Reis
A nada imploram tuas mãos já coisas,
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Usou, vivo, na terra, como uma alma,
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Anónimo, um sorriso.