O buraco que dá no fundo do abismo

Tudo está seguro ou nada se conforma?
Onde estamos colocando os nossos pés
É seguro para os colocarmos?

A fé dentro da extinção de todas as crenças
A ascensão dos mandatários engravatados
A imagem e a sua semelhança são a mesma coisa
Nós somos o caminho em movimento
Não há mais como parar o rolo compressor
Cérebros são esmagados sem piedade
E ninguém há que ouça os apelos de socorro.

O buraco é tão fundo
Que dá no fundo do abismo
Os lobos fazem a festa
Dançam nos templos sob luz colorida
E proferem suas inverdades
Setas venenosas contra os incautos.

Palavras testamentárias são proferidas
Mas ninguém dá ouvidos
Para o alerta de um atalaia solitário.

Preferem seguir a multidão
O tolo do apocalipse
O salvador do povo abobalhado
Que destila seus impropérios e é ovacionado
Porque acariciam os ouvidos de seus seguidores.

Não posso mais falar o que penso
Não posso elevar minha voz
Perguntas não trazem respostas
Estão tão cegos que não veem mais nada
Além do bezerro de ouro com sua faixa verde e amarela
Tudo é exterminado violentamente
A porta do céu, para eles,
É através dos portões do inferno
Onde Deus morre se não souber dançar.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

Submited by

Sábado, Octubre 22, 2022 - 22:09

Poesia :

Sin votos aún

Odairjsilva

Imagen de Odairjsilva
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 4 días 19 horas
Integró: 04/07/2009
Posts:
Points: 22048

Comentarios

Imagen de Odairjsilva

Visitem os

Imagen de Odairjsilva

Visitem os

Imagen de Odairjsilva

Visitem os

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Odairjsilva

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/Dedicada Princesinha 7 325 04/19/2026 - 14:00 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento VII 7 354 04/17/2026 - 17:46 Portuguese
Poesia/Amor Se eu amo você 7 249 04/17/2026 - 17:39 Portuguese
Poesia/Amor Meu silêncio 7 220 04/17/2026 - 17:35 Portuguese
Poesia/Meditación Tudo é silêncio aqui 7 147 04/14/2026 - 23:39 Portuguese
Poesia/Meditación Brincando com o limite 7 183 04/14/2026 - 23:35 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento VI 7 350 04/14/2026 - 23:21 Portuguese
Poesia/Meditación Universo em versos 7 221 04/13/2026 - 19:13 Portuguese
Poesia/Intervención Política brasileira 7 134 04/13/2026 - 19:08 Portuguese
Poesia/Amor Essa delicada vertigem 7 141 04/13/2026 - 19:04 Portuguese
Poesia/Alegria Um breve clarão entre dois mistérios 7 282 04/10/2026 - 19:10 Portuguese
Poesia/Pensamientos Pensamentos devorados pela noite 7 474 04/04/2026 - 14:33 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento V 7 514 04/02/2026 - 12:13 Portuguese
Poesia/Intervención Capitalismo religioso 7 340 03/30/2026 - 19:12 Portuguese
Poesia/Desilusión Distante, não ausente 7 829 03/29/2026 - 14:10 Portuguese
Poesia/Meditación Passado mal resolvido 7 744 03/28/2026 - 00:22 Portuguese
Poesia/Desilusión Se a ausência dói 7 538 03/27/2026 - 19:16 Portuguese
Poesia/Amor Essa morada indomável 7 533 03/27/2026 - 11:27 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento IV 7 701 03/24/2026 - 21:03 Portuguese
Poesia/Dedicada Pantanal 7 226 03/24/2026 - 20:58 Portuguese
Poesia/Meditación Não tenho tempo a perder 7 415 03/24/2026 - 20:52 Portuguese
Poesia/Meditación Como quem evita um abismo 7 857 03/21/2026 - 23:30 Portuguese
Poesia/Meditación Não toleram a superfície 7 767 03/21/2026 - 13:14 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento III 7 568 03/19/2026 - 22:24 Portuguese
Poesia/Amor Até quero falar 7 906 03/19/2026 - 22:20 Portuguese