Raposa

Teceste em mim devagar,
as teias do teu cantar.
Vieste assim sem medo,
trazendo nas mãos arvoredos
que plantados ficaram em meu andar.
Criatura mortal, transplantaste
em mim teu vendaval.
Refeita, tento fazer-me e não
encontro a saída.
Minha pele está adormecida
e a hera cobre por todo corpo.
Alegria grita todos os dias: Saí
mulher fênix, refaça tuas cinzas.
Berros animalescos afronta a esquecida.
Minha paz estarrecida, molha os meu olhos.
A vidraça de lágrimas alivia o calor.
Este torpor de fugas, tentativa em
encontrar aconchego em outros braços
só faz-me desalhinhar mais,
cada vez mais a razão.
Não encontro em outro aquilo que perdi...
Nesta busca desvairada que forço esquecer,
acorrenta-me cada vez mais em ti.
Nenhum outro tem o teu olhar...
A fala carregada de dialectos que
roubaram-me a audição.
Esperneiro como criança mimada que
emprestou o brinquedo...
Tento fugir desse lugar que exponho
meu coração,mas sempre volto.
só aqui encontro descanso para
gritar em alta voz.

Nize Louzan

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Sábado, Enero 16, 2010 - 05:17

Poesia :

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Nize

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Comentarios

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Re: Raposa

obrigado, querido Marne.
Mas eu tento fugir deste lugar,
só aqui encontro paz para gritar...

bjs.

ps: fiz o poema, porque sei
que mereces e tem minha admiração.

obrigado Angelo, bjs para vc.

Imagen de Angelo

Re: Raposa

Bonito texto, adorei ler, os meus parabéns Nize

Tento fugir desse lugar que exponho
meu coração,mas sempre volto.
só aqui encontro descanso para
gritar em alta voz.

Um beijo
Melo

Imagen de MarneDulinski

Re: Raposa

Nize!

LINDO TEXTO, GOSTEI MUITO!

Tento fugir desse lugar que exponho
meu coração,mas sempre volto.
só aqui encontro descanso para
gritar em alta voz.

Meus parabéns,
Marne

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