Maldição das Moiras

Maldição das loucas Moiras
que traçaram tal teia tangente
bruxas cegas e loucas
com bordados incoerentes

Nutrindo parcas bocas
com desejos ardentes
inocentes, improváveis
indecentes, inexoráveis

Aportam aos corpos abertos
acorrentados em distintos tetos
em momento improvável
cruel desejo insaciável

Só em póstuma viagem
então como espectro surgiria
a tão sonhada coragem
para provar rara iguaria:

corpo firme, lindo ereto
em lânguida solitária agonia.

Eis então a maldição
ao lúdico triste coração
o corpo em estertores
estertorando ilusão

são apenas solitários atores
contracenando com a própria mão

Arde tanto de dores
sentem doces odores
exalados em solitário vão
são pétalas de rosas
esmagadas por do imutável Não

Malditas Moiras loucas
bruxas sem compaixão
teceram linhas poucas
separam o corpo
juntam o coração.

Declino ao desejo
deste corpo ao rés do chão
desmancho-me em lamentos
corpo santo, amor de irmão.

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Domingo, Marzo 21, 2010 - 16:54

Poesia :

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analyra

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Comentarios

Imagen de Henrique

Re: Maldição das Moiras

são apenas solitários actores
contracenando com a própria mão...

Nunca vi a maldição com beleza como hoje!!!

:-)

Imagen de nunomarques

Re: Maldição das Moiras

Loucas moiras bordadeiras que tecem teias apertadas que nos prendem ao amor.

Belo poema, belo quadro.

Abraço
Nuno

Imagen de LilaMarques

Re: Maldição das Moiras

Minha amiga querida,

Saudades de ti!!!

Linda poesia, triste tema, mas texto cada vez mais lindo!

Um beijo grande.

Imagen de AnaCoelho

Re: Maldição das Moiras

Um poema fantástico.

Gostei muito

Beijos

Imagen de HaiderChaby

Re: Maldição das Moiras

o tempo faz com que a tua arte cresca sempre com amor e ternura pra com os teus poemas, e faz me sempre inspirar quando os leio, lindo e inspirante poema

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