QUIS ARRUMAR AS MINHAS MEMÓRIAS

Ontem, passei o dia a arrumar as minhas memórias.
Aquelas que depois de alguns anos guardo no sótão
Desde a minha mais tenra idade, há muitas histórias
Que dentro de um velho guarda fato já se amarrotam.

E foi pelas mais antigas que comecei, que comoção!
Algumas lágrimas de saudade deslizaram no meu rosto
Vi tantas coisas, os jogos do berlinde e também do pião
Que depois da escola jogava até ao chegar o Sol posto.

Vi... ah, sim... os bailes, vi os meus primeiros amores,
Primeiros sonhos, tanta quimera, e também desilusão
Eram os anos sem responsabilidade, anos de belas cores
Sempre esperando o fim do dia para amar um coração.

Depois, vi tanta coisa que não queria recordar, mas vi.
Dificuldades da vida, lutar para acabar por mal viver
Perdi a coragem e deixei todas as recordações assim
Em desalinho no meu sótão ficarão, é melhor esquecer.

Alberto

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Viernes, Abril 30, 2010 - 20:49

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alberto

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Comentarios

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Re: QUIS ARRUMAR AS MINHAS MEMÓRIAS

Bom poema!!!

:-)

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Re: QUIS ARRUMAR AS MINHAS MEMÓRIAS

Penso já ter comentado este poema noutras bandas.
Sempre romântico e por vezes saudosista.
Como vai Alberto?
Beijoca
Vóny Ferreira

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Re: QUIS ARRUMAR AS MINHAS MEMÓRIAS

As memórias vem e vão o tempo todo as vezes boas , as vezes ruins o fato é que quando menos esperamos nos deparamos com nosso sótão interior .
Mas só de tentar arruma-las chamo a isso de principio de organização.
Abraço
Susan

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