Modernidade
Modernidade
Quando morrem os sonhos,
Morrem os poetas.
Queimam-se as folhas,
Cinzeia o livro.
Tira-se uma parte,
Desfaz-se o todo.
Estanca a nascente,
Dissipa-se o rio.
Pois é de chuva que se faz o inverno.
E é por ouro que se faz caridade.
Assim o Amor - invenção da dor -
Antonimia a Morte, astúcia do Tempo.
Assim a cor, ilusão da luz,
Cria razões aos que sentimentam.
Assim a inveja, arma dos fracos,
Destrói o amor e a honra e a dignidade.
Acabam-se a lucidez, a compaixão e a sensibilidade.
Esvai-se a Paz.
Vive o homem.
Poesia premiadA no primeiro concurso Proex da ufpa.
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Lunes, Mayo 17, 2010 - 00:21
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Comentarios
Re: Modernidade
Moreira assim vão dias e horas estragadas pela modernidade , texto muito bem pensado e reflexivo.
Parabéns pelo prêmio , pelo poema !!!
Abraços
Susan
Obs: Seu poema está em categoria restrita e acredito que ele não tem necessidade de estar , pois não há nele palavras destinadas a essa categoria , fica a dica se puder tire-o da categoria restritos.