O dia em que morri

Ali estava eu
Deitado imóvel e frio naquele caixão
As mãos cruzadas sobre o peito
Roupas novas e uma linda decoração.

Indivíduos transitavam ao redor do corpo
Falando coisas boas a meu respeito
Outros sorriam zombeteiramente
Porque não me conheceram direito.

Pessoas amadas choravam
Deixando transparecer o sentimento
Lembrando dos belos momentos
Em que, juntos nesta vida, caminharam.

Era uma noite de incertezas
Cercada de choros e canções
Iluminando o que fiz nessa vida
Do sentimento e das emoções.

Quatro braços conduziram
O esquife para o cemitério
Lançaram terra sobre o mesmo
E ali acabou o mistério.

Na madrugada fria de inverno
De choro e rosto tristonho
Vi que não estava no inferno
Pois, tinha acordado do sonho.

Odair José
Poeta e Escritor Cacerense

http://odairpoetacacerense.blogspot.com

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Jueves, Agosto 5, 2010 - 23:54

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Odairjsilva

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Comentarios

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Re: O dia em que morri

Gostei da tua fantasia.
Acho que todos nós um dia acabamos sonhando com o dia em que morremos.
Muito boa.

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Re: O dia em que morri

Gostei de ler…

Parabéns

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