Por necessidade

Largou o pincel
Deixou de pintar
A vida ta cruel
Tem que se sustentar
Já não pinta o céu
Muito menos o mar.

Agora tem dinheiro
Em abundância nas mãos
É sempre o primeiro
A comprar o leite e o pão
Vive um eterno fevereiro
Cercado de animação.

Gente sempre lhe cercando
Dizendo: - mais é trabalhador!
Ele sorrir disfarçando
Que está convivendo com uma dor
A arte está lhe faltando
Ele sofre desde que a deixou.

Quando pincelava os seus quadros
Vivia a cantarolar
Agora trabalha calado
Não quer com ninguém conversar
Passando o dia inteiro calado
Roboticamente a trabalhar,

Quem nasceu para viver da arte,
Sem ela não irá se acostumar,
Ainda que dela se afaste,
Não deixará já mais de lhe amar,
Seu objetivo será sempre a arte,
Tomara não tarde para ela voltar.

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Viernes, Septiembre 3, 2010 - 12:19

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gege

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Re: Por necessidade

""Quem nasceu para viver da arte,
Sem ela não irá se acostumar,
Ainda que dela se afaste,
Não deixará já mais de lhe amar,"" Este verso retrata a realidade de quem nasce para a arte. Não há volta a dar, é a lei da natureza. Bonito o seu poema. Abraços

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Re: Por necessidade

Tomara que volte...Sem a arte ele é um coitado.
Me tocou teu poema....

Abraço

Varenka

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