opheim

rasga as cartas que te fizeram chorar
pede-me desculpa e podes sair
não voltes.

padeceu-me o coração de olhar para ti
languidamente te permito entrares nos meus olhos
e ver-me tragicamente.

noiva branca de pureza extrema
tornas-te redoma negra de corvo predador
numa noite escura onde me perdi.

e as armas que achava ter dissolveram-se no teu corpo
e as acções que me ficaram joguei-as no lixo
e o prazer que te quis dar ficou eterno em mim.

olho absorto para o abismo de meus males
poços negros de malvadas recordações
buracos ofuscantes de onde bela te denotas

num amor que nunca o foi.

e no meio de inanes materiais
de jogos estranhos, torcicolos mentais
tudo aquilo que não sabia
era de vidro.

trilho sonoro: deolinda - clandestino

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Martes, Septiembre 7, 2010 - 13:34

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cherub-rocker

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Re: opheim

Muito bom o texto!!!

Abraço

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Re: opheim

obrigado :)

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