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o tempo e a espera

O que eu vejo? Um velho. Carcomido pelo tempo. Panóplia de horas que se juntam para que ele crie aquela cara rugosa, o que lhe resta do cabelo branco, os olhos cansados, as mãos gastas. O tempo. è o tempo que o muda e que o faz viver. Porque não tem mais nada à frente. apenas uma janela para ver a pradaria, uma guitarra onde pode compôr lamúrias, uma lareira onde o fogo é quente.

Mas de resto a poesia já o abandonou. e ali está ele naquele seu último bastião a esperar que o tempo acabe. Que o leve e lhe tire a réstia mínima de esperança que ele tem em poder ser digno quando morrer. A espera é tudo o que lhe resta para poder partir. Tudo o resto já lhe venceu: a mulher que se separara haviam mais de 30 anos, os filhos que se moveram para paragens distantes, os netos que nem conhecera. Desde há décadas que era ele e o tempo, ele e a espera, ele e a morte. Dóia-lhe? sim. Mas sabia que era o merecido depois de uma vida recheada de aventuras pouco condignas de um homem.

Depois de tudo vinha a redenção. Depois de tudo vinha o fim. a morte. E a dor desaparecia como nuvem branca no meu do azul céu. Esperaria sim...ele não merecia ser levado rapidamente. e quando maior fosse o seu sofrimento, maior era a esperança que um dia, um qualquer dia, alguém lhe dissesse as palavras defronte da sua sepultura: "eu perdoo-te".

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domingo, novembro 29, 2009 - 07:01

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cherub-rocker

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Comentários

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Re: o tempo e a espera

Parabéns pelo belo texto.

Gostei.

Um abraço,
REF

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