Cuidado com suas crianças, almas poéticas não tem idade...

Era uma vez, uma menina, triste sozinha, mas não muito, tinha seu versinhos que lhe faziam compania quando a vida por de trás da janela não tinha lugar para patinhos feios nadarem. Mas um dia numa manhã enquanto tomava café com seu pai, sorrateiramente invadiram seu mundinho poético e acharam uma poesia sensual, sensurada, suja, errada, mas cheia de ritmo e voz, uma poesia de amor, de amor de alma, de amor de corpos... E a menina se viu em maus lençóis, levaram ela para o castelo da inquisição e a torturaram terrivelmente até ela confessar quem tinha inspirado a poesia. Depois de muita tortura ela cedeu, quem a inspirou foi um poeta que já morreu...Vinicius de Moraes e seu comparsa...Chico Buarque de Holanda...
Depois voltou para seu quarto, ao ver todas as suas poesias devassadas, amassadas e sangradas decidiu nunca mais poetar, se esqueceu como rimar, calou sua voz poética. Depois de ser apanhada, torturada, xingada, acusada, não entendia, seu único crime era ter ouvido seus pais ouvirem Chico e Vinicius, e ter sentido seus sentimentos, ter ouvido na musica, seus momentos e movimentos e ter se enlevado.
Depois de muita confusão, muito grito e acusação de assassinato paterno, de arder no fogo do inferno, enfim eles sederam, não havia nem um homem! Havia apenas musica em rima ressoando em uma pequenina alma poética na primeira infância, pobre menina. Mas já era tarde, até tardia idade nunca mais iria poetar...

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Jueves, Junio 25, 2009 - 15:48

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