“Poemática”
(Como escapar ao ócio da vida; “SE”...)
Não conseguem viver sosinhos; porque têm que desabafar e não sabem, ou não querem saber outra forma de o fazer; assim: Uns falam sobre outros; enquanto desenvolvem os seus próprios engenhos. Outros, encontram-se costas com costas dentro de seus caminhos cruzados; ainda outros; que mordem sem saber, sem saber que estão a morder; “Suas carcássas, duras como bosta de graníto: Estão habituadas ao cuscavalho, de tal forma, que não sabem sentir a língua do tempo; que se forma vento: Comendo; para engolir suas próprias línguas: Com o sabor da terra”... Outros, ainda, que em pouco possam tocar: Que assim suas costas são limas e seus peitos: Lágrimas: Regáços de dor; que ‘ao céu’ possam dedicar...
Que seja caminho de prosa, ou pareça altísma, ‘maligna’; que ali a malta goza: Comparando o que não tem; mas sempre vem mais alguém, que lhe encontre o desdém e lhe acorra com o geito da mesma cantiga.
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Comentarios
Re: “Poemática”
ANTÓNIO:
Realmente é uma verdade.
Gostei muito de te ler ABRAÇOS.