Ossos nossos

O dia cai e se machuca no tornozelo

Propaga-se manco hoje
Pelos dias
Mancos para sempre

A ânsia põe fogo nesse inferno
A sede pelo gosto intervém o paraíso

A chama acende meus dentes
Em penumbras rangentes
Na face afundada pelo maxilar

É necessária a queima para uma autêntica criação
Fuga do verdadeiro ser que fala

Quero mais fogo e ainda mais fogo!
Rastros rubros traçam seu valoroso melhor caminho
Nas tetas macias de raios sinistros

Papéis em cinza desfazem-se aos meus dedos e continuam perturbando meu medo

Lapso do ser que aparece à minha frente... Espoar
Som do estático
Do pires que ainda não encontrou o chão
Bem! Nada mais há e tudo ainda um miúdo

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Martes, Diciembre 15, 2009 - 19:18

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Alcantra

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