Status quo

No corpo, a ausência de verbo.
Inerte e frio sobre a cama alheia.
Na mente, um espaço em branco
Dos espasmos cíclicos de uma dor constante.

Que Otelo duvidasse, vá lá!
Mas se nem Desdêmona há.

Já não pensa, já não quer mais respirar.
Então conta até três e mergulha bem fundo naquela gruta escura.
Em narcose, já feliz, por alguns milésimos de segundos...

De repente, a rigidez das juntas.
A consciência plena do status quo.

Já não pensa, já não quer mais respirar.
No corpo, só o corpo.
Inerte e frio sobre a cama alheia.

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Jueves, Febrero 18, 2010 - 18:40

Ministério da Poesia :

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apericao

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