Soldado do coração

Recruta de uma selva demasiado densa,
acudi aos apelos que me fizeste sozinha,
quando o desespero trepava as árvores altas,
ainda eu esperava que voltasses a amar
o voador cromossoma estampado na fotossíntese
da minha respiração. E chamaste-me de novo
quando o marasmo da transparência reflectia
sombras de sal, palavras de magia destilada.
Camuflei-me no território inimigo do poema,
abri-o ao meio com um canivete e bebi a última
seiva; o metal frio trepando as heras, hóspedes
da tua boca que deixou de falar a língua dos céus.
Aponto o binóculo e fixo na mira o fantasma.
Tremias já, as faces rasgadas pelo medo, e de
repente o alívio, um corpo enroscado no húmus -
A chuva copiosa sobre o nosso olhar - amplo e fixo.
Ouvi-te a milhares de quilómetros de distância
E acordei no teu mundo com uma bala no coração.

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Viernes, Marzo 19, 2010 - 22:24

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