Esperança

- Atirei-as para ali...
Para cima da mesa:
Todas abertas;
Com as línguas de fora...
Nunca se cansavam de olhar para mim;
Parecia que chamavam;
- Pareciam viboras assanhadas...
Depois:
Ficaram viciadas;
Ao ponto de ver uma na frente da outra:
A olhar a fantasia...
“Com rosto de uma paragem cardiaca espasmosa”...
... Aquilo fazia parte da mesa...
Começava, desde o pequeno almoço, a lamber-me;
A babar-se...
Lá fora, o sol a brilhar, a esperança a chorar...
E saia, para a rua, com o rosto amargurado;
O coração pululando;
Como os olhos de uma criãnça...
Os sonhos, a esperança...
- A esperança.

***

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Domingo, Abril 25, 2010 - 19:52

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antonioduarte

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