Caminhar e padecer

As fúrias brotaram quentes e densas;
Nos meus olhos;
Cerrados:
Pelo itenerário da névoa:
O Mundo desvaneceu;
Fundiu-se profundamente...
Com abandono e miséria, para sempre;
Na minha Alma, comensuradamente...
Assim:
Solitário, desamparado do céu, velho...
Cheio de chagas...
Deixando o meu sangue em rastos:
Pelas pedras da calçada...
Ali! ...
Tive que afrontar as solidões;
Com desvaneios do demónio...
Que, em tanto rio, tive que caminhar e padecer.

Todas as estrelas se tinham apagado
Nada se destacava na escuridão rasgada
Apenas restava a nudez e a treva, do outro lado;
Com o gemido do avanço que caminhava.

***

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Jueves, Mayo 6, 2010 - 22:12

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antonioduarte

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