profeta enjoado

Escuto o vento, algum sinistro absoluto
Vozes secretas com melodias belas...
Olhos de árvore, onde contém melhor fruto
E muita ironia para falar como estrelas...
Aqui no peito, festejam-se muitas promessas;
Nação de lágrimas e muitos Poétas.

Não quero que o tempo passe e nada mais;
Que, aquando descanso sem choro ou lamentos
Procuro com Deus, no céu, muitos sinais;
Como ventos e sonhos, olhos atentos
Que o tempo é vencido, acode e chama
Acéde há vida, sopra o pó e mostra-se lama.

Aquando, se interrompeu o caminho
Abriu abísmos aos fraquejos do coração...
Não soube prever, tropéça, ispinho
No ferro frio, farpas de lição
Estreita caminhada, profeta enjoado
Quebranta palavra, santo pregado.

***

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Viernes, Mayo 14, 2010 - 23:10

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antonioduarte

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