Histórias Contadas

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Histórias Contadas

Bem vindos então ao início da postagem dos contos que terão como objectivo levar as nossas palavras através de um novo (ou não) caminho - A Prosa

A Flávia irá ser a primeira a postar o seu primeiro conto e não haverá ordem a partir daqui.
Cada um de vocês postará o seu texto na secção de prosa e depois colocarão aqui o link respectivo.

Cada pessoa deverá postar um só texto, deixando tempo suficiente para os outros postarem. Se não houver um grupo significativo de autores, poder-se-á postar mais do que um. Mas, para isso, teremos que ver quem está disposto a colaborar, para sabermos o número de pessoas que irão estar neste desafio.

Se não houver muitas participações, os que estiverem neste desafio, poderão então sempre que quiserem postar os seus contos e trazê-los para aqui. Será assim mais fácil aceder a eles

Obrigada a todos

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Histórias Contadas

Bem vindos então ao início da postagem dos contos que terão como objectivo levar as nossas palavras através de um novo (ou não) caminho - A Prosa

A Flávia irá ser a primeira a postar o seu primeiro conto e não haverá ordem a partir daqui.
Cada um de vocês postará o seu texto na secção de prosa e depois colocarão aqui o link respectivo.

Cada pessoa deverá postar um só texto, deixando tempo suficiente para os outros postarem. Se não houver um grupo significativo de autores, poder-se-á postar mais do que um. Mas, para isso, teremos que ver quem está disposto a colaborar, para sabermos o número de pessoas que irão estar neste desafio.

Se não houver muitas participações, os que estiverem neste desafio, poderão então sempre que quiserem postar os seus contos e trazê-los para aqui. Será assim mais fácil aceder a eles

Obrigada a todos

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Re: Histórias Contadas

O NOME DOS MEUS AMIGOS
Obrigado pelo interesse demonstrado.
bjs.
http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2901

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Re: Histórias Contadas

Não acredito que só hoje li o tópico que deu início a esse, mas nunca é tarde, rs. Adoro contos, e esse abaixo é meu xodó, pois escrevi aos 17 anos, e foi publicado 30 anos após. :)

O Muro:
http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=1863

Bjos :)

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Re: Histórias Contadas

um pequeno excerto de um pequeno romance...

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2884

Anonymous
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Re: Histórias Contadas

MINHA CONTRIBUIÇÃO AO FÓRUM
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2890

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Re: Histórias Contadas

PREOCUPAÇÃO

A provocação não trás razão!
Tempos difíceis se avizinham…
Para sempre ficar na história
Que façamos ou não, todos fazer!
Em alguns casos, a realidade se confunde com a fantasia.
Talvez por ironia… ou por simples magia…
Mas na vida, a provocação não trás razão!
Quer sejamos diferentes ou não, viver em minoria,
Para alguns, não lhes dão mais direitos, quando estes…
Têm que suplantar a sua própria agonia…
Descrentes da sociedade em que vivemos,
Em que vale mais esconder debaixo da fantasia, para que, a vida,
Não seja uma constante agonia.
A provocação não trás razão!
Pouco importa a razão, se a fome existe em cada um, seja branco ou preto.
Ou será que não?
A fome, essa, que tanto assola o mundo, onde milhões de pessoas,
Cada vez mais vivem sem nada ter para comer.
A fome no mundo deve ser a nossa maior preocupação…
Ou não?
Eis a grande questão…
Onde a provocação não trás razão!

Janeiro 2010

Melo

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Re: Histórias Contadas

LINDO SEU TEXTO E TE DOU INTEIRA RAZÃO!
Meus parabéns,
Marne

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Re: Histórias Contadas

Obrigado caro amigo Maene pelo seu simpático gratificante comentário
Um enorme abraço
Melo

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Re: Histórias Contadas

Espírito do Dar

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2748

:-)

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Re: Histórias Contadas

O primeiro de alguns capitulos

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2709

Imagen de Henrique
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Re: Histórias Contadas

Uma história quase verídica!!!

DE FORA VEJO-ME MELHOR:

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2718

:-)

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Re: Histórias Contadas

Aí vai mais uma participação neste desafio tão interessante.

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2692

Um beijo.

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Re: Histórias Contadas

uma curta partcipação.
obrigado Onix, pelo convite.

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2686

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Re: Histórias Contadas

Olá aos participantes deste fórum!

Deixo este conto, espero que gostem
http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2660

Abraços a todos, Robson!

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Re: Histórias Contadas

A minha participação... uma historia de horror, um pesadelo, materializado em escrita...

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=985

Divirtam-se a ler, depois digam o que acharam... lol

Imagen de Henrique
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Re: Histórias Contadas

História de um dia que ainda vai acontecer!!!

UM DIA CONTADO

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2683

:-)

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Re: Histórias Contadas

E mais uma:

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=119

:-)

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Re: Histórias Contadas

AMOR COMPLETO E ABSOLUTO

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=693

:-)

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Re: Histórias Contadas

NÃO DESISTO DE MIM

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=279

:-)

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Re: Histórias Contadas

CHEIO DE TUDO E VAZIO DE NADA

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=275

:-)

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Re: Histórias Contadas

CONTRADIÇÃO DE DEUS

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=54

:-)

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Re: Histórias Contadas

CADA TOQUE UM VERSO, CADA OLHAR UMA PROSA

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=11

:-)

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Re: Histórias Contadas

Olá Dolores,

Aqui fica a minha prosa:)

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2589

Bjs
I

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Re: Histórias Contadas

mais uma participação
http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2663

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Re: Histórias Contadas

Olá Matilde D´Ônix.

É um privilégio participar, e aqui estou, colocando o link:
http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2652

Beijinhos e obrigado pela sua atenção.
Vitor.

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Re: Histórias Contadas

Mais uma história contada.

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2517

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Re: Histórias Contadas

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2558

Aqui fica a minha contribuição, a minha primeira prosa...

Espero que gostem! :-)

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Re: Histórias Contadas

LINDO GOSTEI, VOLTAREI!
Meus parabéns,
Marne

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Re: Histórias Contadas

Olá, Ônix,

Conforme combinado, envio o link do texto com o qual participo deste desafio super interessante!

Um beijo.

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2555

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Re: Histórias Contadas

Ai vai a minha participação, com meu continho metafórico. beijos.

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2545

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Re: Histórias Contadas

Meus parabéns, por sua volta, já estava sentindo sua falta, dizem que isto é saudades, portanto se é, acabaste de matar minha saudades, minha querida Embaixatriz.
Não estou participando, penso não ter capacidade para isso, mas irei ler a sua participação, conforme endereço que colocaste acima!
Um abração,
MaRNE

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Re: Histórias Contadas

Um conselho

Pai, estou seriamente pensando em voltar pra cá, terminar meus estudos, trabalhar com o senhor, e me casar. Estou cansada de morar sozinha! Não mais suporto aquela cidade, choro quase que diariamente. Que acha disso, pai? (Alguns minutos se passaram, e nada respondi.) Pai, o senhor não me ouviu? De fato, filha, o silêncio é a resposta que gostaria de dar. Qualquer divagação sobre o tema, principalmente em se tratando de um casamento, não passaria de mera especulação, crença... Crença naquilo que acho certo, e que talvez não seja. Enxergar o destino através de uma bola de cristal, e arriscar um palpite, seria o mesmo que indicar um caminho. Qualquer conselho representaria muito mais o meu desejo, que propriamente o melhor caminho a seguir. Um dilema, porém, perturba minha alma: responder indicando o meu desejo, e correr sério risco de errar. Ou nada dizer, e, pelo resto da vida, ter a consciência pesada, se porventura o caminho que tenha seguido, não seja o melhor. Porém, nessas horas difíceis, quando uma opinião pode significar o divisor entre ser ou não feliz, um pai, com todos os riscos existentes, não pode e não deve se omitir, principalmente quando esse conselho é implorado com tanto carinho e amor. A resposta que devo dar, talvez não seja tão útil como deveria... No entanto, é a mais sublime, e como gostaria de acertá-la! O que me pergunta é tema complexo... Envolve filosofia, sociologia, psicologia... E a resposta que pretendo dar, não será extraída de nada disso. Está, sim, sendo arrancada do fundo de meu coração, sem ajuda de nenhuma ciência, contando apenas com a de Deus. E como posso ter certeza do que pretendo dizer? E não tenho. Quando uma pergunta tão movediça como essa, é feita, pouca flexibilidade de resposta existe. Pois quando alguém pede opinião sobre algo e, antes de ouvi-la, já antecipa a resposta, como você fez, uma coisa fica clara: está à espera de uma resposta positiva, demonstrando que perguntou por perguntar. Assim, é de se concluir: teme resposta negativa, daí a defesa velada de seu ponto de vista. Ou, é tamanha a sua insegurança, incerteza do desejo, que quer dividir a responsabilidade da decisão com alguém, que, de antemão, sabe poder contar. Tenho receio de dar um conselho, pois conhecendo como a conheço, este pode mudar o seu destino, mas não a conduzir à felicidade, a que tanto deseja. Porém, não estar presente nesta hora, abandonar a minha criaturinha meiga, humana, sincera, é fugir de mim mesmo. E a quem pedir ajuda se esse pai em quem confia está mais inseguro que você. Filha, não sei se você vai concordar comigo: Acho que deveríamos depositar a nossa insegurança nas mãos do tempo. Mas pai (você pode até dizer) o momento é tão sério, e o senhor vem com essa de poesia? De fato, filha, gostaria que nesta hora alguém me chamasse, e a resposta fosse protelada por alguns anos. Por que o tempo? Pois só ele será capaz de dizer o que é certo, ninguém mais... Quando esse amigo dileto iluminar o seu caminho, quando a incerteza for expulsa de sua cabecinha, e não mais fizer o seu coração pulsar desordenadamente, quando a alegria tomar conta de seu ser, e você ficar livre dos grilhões emocionais indesejáveis, aí, sim, terá a resposta para a sua pergunta que ora me faz. O tempo, mestre dos mestres, jamais erra. É a ele que você deve recorrer, e não ficar magoada, se porventura não responder na velocidade esperada. Mais tarde, quando ler esta carta, talvez sinta saudade. Raros momentos na vida nos elevam à sublimidade, como este que ora estamos vivendo. Seja feliz, minha filha!

(Em seguida se casou...)

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Re: Histórias Contadas

Os filhos Emilia Batalha

Emília nasceu com o mal no útero.
Mal se sagrou a parir aos sete, a espaços na história de um século que raiava a questões, concedia com dor ao mundo, rebentos á sorte que dariam no futuro flagelos e azar.
Ainda mal principiava a solavancos, mil e novecentos, aquele que não haveria de ser em nome e em gente, asfixiou umbilical num cordão matricida, a modos que António, o primeiro, o que não foi, deu graça de morto ao que haveria de ser, o primogénito vivo de Emília Batalha.
Erguia-se Novembro num Outono tardio, quando, assanhado, um volume de insecto torto e prematuro, se estranhou á prenhez e berrou o frio escorpião que haveria de infectar o signo e o nome desvalido de António nos ermos tristes da serra.
Seca como os áridos desguarnecidos do deserto, Emília num encontro moribundo com devaneios do parto a frio, previu martírios que a acordaram ao fim de três dias de delírio, na vaga ideia de uma cabra salvadora, arregimentada para ama no curral de Manuel Caio.
A acanhada puerícia de António, foi um gatinho deprimido pelos vãos esconsos da cerca armada na redondeza da casa, levantada á força de braços canhestros, por sujeitos que á jorna eram recrutados no pelourinho á conta de uns “reis”, um pão de quilo e uma garrafa de vinho.
António, meia-vida de gente, tétrico como o fruto de um casulo violado, passou ao lado das maleitas acreditadas pelo seu corpo informe, crescendo saudável, sem cuidados de maior.
O primogénito dos Batalha foi um acontecimento de segundos, sem riso ou emoção que erigisse o sorriso no frontispício militar de Baltazar Batalha, uma careta altiva que espigava um respeito de cadáver ao comum dos mortais, ao coveiro da vila, dir-se-ia até, aos próprios defuntos.
Emília fora prometida como saldo de uma divida a Baltazar, uma divida herdada entre socalcos de vinha de uma granja arrendada por um anónimo de pouca sorte e fraco engenho para as coisas da lavra e das finanças…
Assim como embolso de um terreno infértil, Emília entrou pelos fundos na vida de Baltazar, servindo-lhe apenas, de deposito de ejaculação e indiferença.
Na casa, embora consorciados por firmamento de contrato religioso, a provar dignas vontades e princípios morais de Baltazar ante a santa madre igreja, Emília, a Batalha, ocupava um quarto acurralado, com rotina de chocadeira e encubro de humilhações.
António, não o primeiro, mas o primogénito aquele cresceu bem e pouco e durou nada, foi aparição breve e esquecida quando, numa noite desabrida de Novembro, um dia antes de completar catorze anos, entrou para historia da estatística ao ser o “um” de “um milhão”, a ser destinado ao fritar de um relâmpago que o fez juntar ao irmão asfixiado no sitio que não se quer.Desfeita e refeita e feita de novo em graças, Emília, a seca, a Batalha, a penhora a saldo por calotes de terra, deixou escorregar do ventre como uma borra, aquele que se lhe destinou a mudar a vida e o quarto.
Vicente…Vicente Batalha, um cruzamento acurado numa tarde de embriago de Baltazar, que bruto no fazer, o havia de trair como a César cravando um aço frio pelas costas naquele que lhe incutiu o cromossoma do mal e da vingança.
Vicente trepou em silêncio pela idade, calando os desprezos e a humilhação serviçal da mãe, a qual queria como Édipo elevado á potência mitológica de a ter inteira, até ás vísceras, em fornicação, em procriação, em incesto exaltado e consentido.
Baltazar que não deu cara e corpo sequer ao coveiro que o temia, foi sepultado em sigilo universal no meio de um socalco em divida e Emília mudou de quarto, á espera do quarto…filho do seu filho.
A época do antigamente, tinha a eternidade tatuada em doze meses, que na memória futura passam céleres como letras, como embriões em gestação, nervosa, á espera do que sempre é duvida, do ser ou não ser…eis a questão, aflorada em termos de resumo cronológico para seguir a vida e o texto sem pormenores atrasadores.
Foi assim que á luz de um Março calmo, pelas horas da tarde amena, aquele que foi fruto pecaminoso de um amor feito á faca, foi tirado a ferros e a fistulas do útero aceso e infectado de Emília, a seca, a Batalha, a penhora a saldo por calotes de terra, a incestuosa Emília, que dava agora á luz umas costas Vicentinas, sendo avó do seu filho, que era irmão do seu pai e neto de um anavalhado.
Vicente que desertou á sortes, que desertou escondido, escolheu nome de judeu para o filho-irmão, nome de rei, de redentor, o messias…Jesus Batalha!
Jesus, de seca que era a mãe por pecados hormonais, chuchou da mesma pipeta cabril do curral de Manuel Caio, de uma geração de cabras todas irmãs da primeira que tinha servido António “relâmpago” na sua ténue existência…o incesto porventura era ventura dos caprinos nos currais de um século, que raiava a questões.
Jesus tirou o pecado do mundo.
Durante cinco anos, no alteio da serra, nasceu o que parece amor, não fosse por ser crime de semblante edipiano que nasceu a fio de lâmina como os ferros frios que o sacaram em abcesso, dor, e em secura.
Descalcificado pela hormona que pecava á cabra já tão seca quanto Emília, Jesus, prosperou em raquitismo e desfaleceu num entorto triste, até aquela quinta-feira em que nascia o quinto filho de Emília, na quinta que era uma divida, á quinta hora da tarde, quando Vicente enlouquecido enterrou o judeu com os braços em cruz na quinta do pai defunto, atraiçoado pela ira do pai de Jesus.
Eis outra vez a questão, aflorada em termos de resumo cronológico para seguir a vida e o texto sem pormenores atrasadores.
O quinto nasceu José, enterrado á mesma hora pelo ódio do momento em sacrifício de Jesus por cromossoma hereditário, por maldade, por vingança, por, ao ventre amaldiçoado de Emília, a seca, a Batalha, a penhora a saldo por calotes de terra, a incestuosa, que viu num safanão o que havia de ser José, ser acabado por Vicente numa raiva ancestral.
Mil novecentos andava e corria para a guerra que teve como soldado, oferecido como cordeiro, o sexto filho da serra onde as cabras amamentavam…
Por lá ficou sem história e sem nome…é o soldado desconhecido de todas as serras esquecidas, de um século que se ergueu em catarse, em sangue…e em névoa.
Emília tinha agora 49 anos... e Vicente, seis irmãos mortos com o sétimo que engendrara para nascer Dezembro…
O frio chegou.
Pelos socalcos da serra cobriu-se, a vinha de branco em geadas infernais.
Vicente, era uma sombra carcomida, pelo silêncio do amor que o errava em medronho.
Dormia pelo palheiro e ouviu o urro forte que rasgava o útero farto de sua mãe, no parir do seu irmão, o sétimo, o que nascia em nome gélido, sussurrado, por Emília no seu leito de morte, no seu suspiro por fim…
-Vais-te chamar Florêncio…e morreu.
A criança foi levada por uma parteira amigada que adoptou o filho último, órfão de dois…
Vicente, a madrugada cuspia frio, inebriado, pelo medronho, enfumado de barbas de milho e delirante como Morfeu, fez faísca do palheiro e a serra ardeu toda… com ela…os Batalha!
Florêncio…foi presidente de junta numa terra da província, onde as cabras amamentavam os desvalidos da sorte com dividas aos latifundiários…
Morreu em 73…numa quinta feira triste…descalcificado dos ossos, sem nunca conhecer os pais.

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Re: Histórias Contadas

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2472

Aqui fica a minha participação.

Beijos

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Re: Histórias Contadas

Muito do que fazemos rabeira à loucura

Há muito tempo, a revista Alterosa,
Nem sei se ainda circula,
Divulga os traços de um louco
Que fugira de um sanatório,
Fato esse ocorrido nos Estados Unidos.
Depois de quarenta e oito horas,
Haviam sido recolhidas centenas de pessoas
Com as mesmas características do louco.
É comum ouvir dizer-se:” eu sou meio louco mesmo”,
Como se a loucura tivesse o condão de justificar
Aquilo que se quer fazer e não faria
Em sã consciência. Mas há de se concordar
Que uma pitada de loucura
Nas artes, nas profissões, no dia-a-dia...
É essencial para não permitir que a razão
Como um “violino em escola de samba”
Entristeça a própria vida.

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Re: Histórias Contadas

Segue minha participação.

Espero que gostem e que critiquem também, esta é minha primeira prosa e sei que precisa melhorar.

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2453

Bjs
Cecilia Iacona

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Re: Histórias Contadas

Um conto que conto para vós e para mim também

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2439

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Re: Histórias Contadas

Desafio aceite!!!

http://www.worldartfriends.com/module ... /article.php?storyid=2443

Tentei, espero que gostem...

Imagen de Henrique
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Re: Histórias Contadas

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2443

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Re: Histórias Contadas

Bem, aqui está a minha participação.

É a 1ª parte de um conto que se desenvolve em torno de um jovem com múltipla personalidade.

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2434

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Re: Histórias Contadas

A minha participação.

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2433

Beijos

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Re: Histórias Contadas

Um coração amigo

Um amigo, médico, mais velho que eu uns 8 anos,
Com distúrbio na coluna vertebral,
Envia a radiografia a um amigo, também médico,
Residente nos Estados Unidos,
Para que este desse uma segunda opinião.
A resposta confirma o problema na coluna
E acrescenta que foi diagnosticado um aneurisma
Abdominal e aponta dois caminhos:
Não operar, e sujeitar-se ao risco de morte a qualquer momento,
Ou operar, e correr o mesmo risco, mas, neste caso,
Com possibilidade de se salvar.
Ele me conta a história, e se diz muito
Inseguro para decidir. Com todos os riscos de opinar e errar,
Aconselhei-o a submeter-se à cirurgia.
E assim não perdi o meu amigo.

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Re: Histórias Contadas

Ola a todos cá vai a minha participação!

Beijinhos!!
Inês Dunas

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2415

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Re: Histórias Contadas

Ônix e amigos poetas,

Conforme combinado, estou postando o meu primeiro conto. Espero que gostem. Críticas construtivas são sempre bem vindas.

Abraços.

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2408

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Re: Histórias ContadasP/Flávia

Olá flávia. Já te deixei um comentário no conto

Gostei muito. Obrigada pela participação

Quem se quer seguir? Poderá fazê-lo

Beijos a todos

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Re: Histórias Contadas

pela participação deixo aqui um "conto", se é que se lhe pode chamar de tal, que ja aqui postei há algum tempo:

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2002

saudações

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Re: Histórias Contadas

Aqui deixo a minha primeira participação. Espero que gostem. Foi um primeiro conto que já tinha iniciado há algum tempo. Estava à espera de lhe dar um fim

beijo a todos

http://www.worldartfriends.com/modules/publisher2/article.php?storyid=2409

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Re: Histórias Com História

Peço desculpa, mas houve um lapso.
O titulo irá ser Alterado para "Histórias Contadas"

Matilde D'ônix

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