“Pesadelo na minha cama”

Lá distante,

Fui velho lobo-do-mar

Tomei meus pés, até ao horizonte de mim

Não pude ver, alcançar ou desejar

Mas, passo a passo, conduzi-me até ao fim

 

Nas trevas, fui amante de coração

Conversando e caminhando confiante,

Distante do caminho, andei de mão em mão

Ferindo leis, além, tangente, avante

 

Nuvem vencida, sonho ardente

Fogo de peito, asa guardada

Marchei de céu, nuvem luzente

Cheguei a mim, noite calada

 

Fui crescer no campo ao lado

Raiando voz soberana

Fui acordar encharcado

Suor, pesadelo na minha cama.

***

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Miércoles, Diciembre 22, 2010 - 03:42

Poesia :

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antonioduarte

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