A Pétala

Goteja na pétala,
de uma qualquer flor,
geada mais rija,
que o mais frio, frio,
a flor, gelada,
tremendo sem graça,
sem força, sem brio,
cai por fim derreada.
A bruma a desperta,
flor de quintal,
e pinga por pinga,
a névoa derrama,
gotejar sem igual.
Mas a pétala descoberta,
não reclama,
implora,
a neblina que respinga,
noutra flor qualquer.
Que acorda e não quer,
a gota mais próxima,
cai triste no chão,
de terra espalhada.
E a pétala carente,
chora pela pinga no chão respingada.
A pétala morre,
sem consolação,
morre por pena,
de não ser molhada.
 

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Martes, Febrero 22, 2011 - 16:49

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neomiro

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