A tentar ser eu
Vou ser eu por um instante,
tentando me descrever.
Acabo por nunca ver,
que agora, por mais que tente,
sou sempre eu sem o saber.
Mas não o queria,
não quero sequer compreender.
Pois se por mais que queira e faça,
não alcanço, não tenho, nem permito,
e então o instante passa,
e quando me viro,
não vejo nada, nada vejo,
apenas um brado, ou um grito,
que se escoa na tentação do desejo.
Ai, mas não consigo,
estou quente agora, no aconchego de um espaço,
e a descrição de mim mesmo eu deixo,
esqueço-a no sopro do embaraço.
Pois nada mais quero,
nem saber ou tentar ver,
nem fazer por entender,
o que sou ou que estou aqui a fazer.
Sim, nada espero,
do que o Aqui e o Agora, que vejo tão distinto,
este belo ardor que sinto,
não sou eu, mas tu,
é o ardor do teu quente abraço,
a mimosa carícia do teu beijo,
tu bem sabes que eu não me vejo,
e que nunca por nada eu algo faço,
tu és a coberta da vida, e eu..
eu estou nú.
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