O besouro e a borboleta

Oito maravilhas, sete anos de azar;
Nove consciências, oito ventos — uma chance pra tentar,
Do sândalo, domar uma maré,
Do pântano, querer um jacaré
Que nos treine, que nos ache neste híbrido embarque,
Nesse tempo relativo, tão difícil de aceitar.

Sangue de auforria, mar de sangue que se monta.
Nove autorias — com teus olhos, me dou conta
De que a fé move montanhas e nos mostra a esperança.
Um verme, às entranhas do leão, faz a sua dança.
Eu te amo mais que tudo, mais que a mim, mais que à verdade,
Mais que à chance deste sonho, tão difícil de encontrar.

As melhores pessoas do mundo
Estão do seu lado
E as asas que levantam borboletas
Nos protegem dos estragos.
Como mágicos besouros,
Nós voamos contra a natureza,
Mergulhamos e peitamos a certeza
De jamais sermos tratados como iguais.

Sangue de auforria, mar de sangue que se monta.
Nove autorias — com teus olhos, me dou conta
De que a fé move montanhas e nos mostra a esperança.
Um verme, às entranhas do leão, faz a sua dança.
Eu te amo mais que tudo, mais que a mim, mais que à verdade,
Mais que à chance deste sonho, tão difícil de encontrar.

Sou uma lagarta
E você, meu par de asas
Que me leva ao horizonte, ao infinito, ao surreal.

Meu casulo é o passado,
Tão alegre com suas mágoas,
Que eu não volto mais atrás —
Eu não quero nunca mais.

A tudo, contrario.
Assim, dessarte, nosso amor o faz.
Sou besouro em voo ágil, digo não a qualquer deus
Que me projete a não voar.

As melhores pessoas do mundo
Estão do seu lado
E as asas que levantam borboletas
Nos protegem dos estragos.
Como mágicos besouros,
Nós voamos contra a natureza,
Mergulhamos e peitamos a certeza
De jamais sermos tratados como iguais.

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Domingo, Febrero 27, 2011 - 22:37

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Caio Vinícius Reginaldo de Souza

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