"INQUIETUDE"
Como o começo de um sonho
há muito terminado,
Sou a noite que se agita...
mal desponta o dia!
Sou o silêncio que grita
com extrema rebeldia.
Sou a razão que morde
minha eterna clausura...
Ou serei apenas LOUCURA?
Talvez seja como o vento
Que se exprime eufórico,
Quando descrevo cáustica
Esta enorme ansiedade…!
Talvez seja a insónia,
nos olhos de um anjo
Que se cansou das nuvens
E da eternidade!
Talvez seja tudo…
Ou nada do que sinto!
Porque me desminto?
Oh..
O que sou realmente?
Porque fujo…
Se nunca me encontro?
Porque principio
Se nada compreendo?
Porque me exponho…
Se de tudo me arrependo?
Quem sou eu…?
Deus ou o Diabo?
Sou lágrima ou sorriso?
Esperança ou amargura?
Porque me aniquilo
Nesta minha rebeldia?
Quem sou eu?
Vendaval?
Calmaria?
Ou apenas…
Mais uma POESIA?
Vóny Ferreira
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Poesia :
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Comentarios
Re: "INQUIETUDE"
Sou a razão que morde
minha eterna clausura...
O poeta é infinito e a magia aparece nas palavras naturalmente…
:-)
Re: "INQUIETUDE"
És tudo isso e muito mais, és um grande momento de poesia :-)
Admirei o teu belíssimo poema
Bjs
IC
Re: "INQUIETUDE"
Querida amiga poetisa
Sabes que adoro teus poemas e este
em especial está assim repleto de
sentimento que embriaga meu pensar
add aos meus favotitos
Parabéns!
Beijinhos meu
Re: "INQUIETUDE"
A imagem é linda, o poema é ainda mais. Adorei! :-)
Re: "INQUIETUDE"
Na verdade nunca chegamos a desvendar a nossa absoluta essência. Cada dia é uma descoberta de nós e dos outros!
E se para descobrirmos a nossa verdadeira essência temos de ultrapassar barreiras, envolver-nos em situações e abraçarmos as pessoas, se para nos conhecermos temos que beijar e sentir o batimento cardíaco do ser humano que nos toca, então não pode haver arrependimento das nossas pequenas loucuras, dos
nossos actos precipitados porque nos deram prazer, porque nos encheram de vida!
E abrir os braços nunca poderá originar arrependimento!
Fiz alguns disparates na vida e continuo a fazê-los, mas porque são eles que me dão alento, que me ajudam a navegar contra as correntes, mesmo as de ferro, então benditos disparates que me dizem que estou viva!
A alma humana é uma eterna luta entre a sensualidade e a racionalidade.Quando descobrirmos e aceitarmos que elas fazem parte de um mesmo ser, e que são uma complementaridade, então aceitar-nos-emos em paz com nós próprios!
Ser vendaval e calmaria é apenas uma aparente dualidade já que são apenas rostos de um mesmo ser!
"Porque me exponho…
Se de tudo me arrependo?"
Mas ... eu digo:
...Exponho-me!
Não quero passar por esta vida com a alma fechada!
E até agora nunca me arrependi!
(Continuo a adorar estes poemas. Leio, releio embora nem sempre opte por comentá-los, estou sempre aqui!)
Beijo
Re: "INQUIETUDE"
O teu comentário, Ana, é um autêntico poema,
pela imensidade e emotividade que emprestas a todas as palavras.
Obrigada!
É sempre agradável ler-te porque contigo aprendo sempre além de ter acesso à ALMA ENORME que tens!
Eu sei que estás presente, Ana, no que escrevo.
Sempre estiveste e devo-te esse reconhecimento!
Tal como tu nunca prescindo de ler os teus poemas principalmente os que não conheço do teu blog.
Beijo e quero que saibas que tenho um enorme orgulho em ter uma amiga como tu!
Vóny Ferreira