Amores Repentinos
Amores que brotam de repente,
sem que se saiba da semente.
Paraíso sem serpente,
prisão sem corrente.
Urgentes paixões repentinas
em devassos quartos sem cortinas,
entre coxas femininas
e garras felinas.
Ousado desejo agreste;
bruto, suave, inconteste.
E depois, plácidos amores
em lençóis de cetim,
com gravuras em Nanquim
e Musas em Latim.
Submited by
Miércoles, Mayo 19, 2010 - 18:53
Poesia :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 3591 reads
Add comment
Inicie sesión para enviar comentarios






Comentarios
Re: Amores Repentinos
O poema envideçe o seu conteúdo, com convicção e realismo. Tomando nas letras a ousadia abrupta das paixões repentinas.
"Ousado" e "agreste" sem perder a suavidade.
Muito bom de ler. Gostei!
Um abraço.
Re: Amores Repentinos
"Amores que brotam de repente,
sem que se saiba da semente.
Paraíso sem serpente,
prisão sem corrente".
O poeta soube muito bem evocar os conflitos das escolhas humanas. Amores infundados, paixões.
Mas sua excelência está no evocar da literatura portuguesa em seu berço, no Latim, última Flor do Lácio, estendendo-se até hoje a nós descendentes tupiniquins.
Belo texto
Re: Amores Repentinos
"Urgentes paixões repentinas
em devassos quartos sem cortinas,
entre coxas femininas
e garras felinas."
A paixão transcrita na sensualidade poética!
Gostei bastante, Fábio!
Beijinho em si!
Inês Dunas