Travesseiros

Dividiram-se as noites
e só restaram
travesseiros
e sonho separados,
além dos desejos
culpados.

Teu lado
está vago
e todo gosto
é amargo,
como uma ironia
de Saramago.

A sombra da noite
é acre, feroz.
Conhecido algoz,
entre as dobras
dos lençois.

O cheiro de amor
terminado,
preenche o silêncio
declarado.
Antigos adornos
desenhados,
retém os inúteis gestos
tentados.

As brancas colunas
já nada sustentam.
Sigamos em paz,
o amor não se refaz

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Lunes, Abril 11, 2011 - 11:42

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fabiovillela

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Imagen de SuzeteBrainer

A consciência do fim da

A consciência do fim da relação elaborada poeticamente na tua bela poeisa...

Gostei muitosmiley

Imagen de MarneDulinski

Travesseiros

Lindo texto, gostei mito!

As brancas colunas
já nada sustentam.
Sigamos em paz,
o amor não se refaz

Meus parabéns,

MarneDulinski

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