ALIMENTES O QUE ALI MENTES


Semi-térrio cemitério,
enjoado anjo me aguarda à sua guarda.

Convida com vida o tempo ao céu o seu templo.

Caras caras,
alergia de alegria em nada que nada em nada.

Maremoto de mar morto a um canto
no canto da cigarra de cigarro em sol menor.

Manha manhã,
frutos furtos outrora
noutra hora que diz fruto o que desfruto.

Vi e ajo,
viajo por mim fora
que fora estrada fora pelos extras da alma.

Pontes a pé ao pontapé à distância que dista ânsia.

Rio-me rio sem corrente que corre rente ao fundo.

Paragem para aragem doar do ar dador da dor.

Má água a mágoa
que magica mágica que tomba em tumba.

Violenta violeta passível de possível.

Condenado cão danado à morte
que transforma quem traz forma de adeus a deus.

Ditadura dita dura ao assumir assim sumir.

Ata que ataque o corredor onde corre dor de saudade.

Preferida pré ferida à queda
que da esperança espera ânsia.

Diz parar para disparar a paz.

Alimentes o que ali mentes
ousadia que ousa dia a dia a noite.

Raridade,
rara idade de consciência com ciência.
 

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Miércoles, Abril 13, 2011 - 17:27

Poesia :

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Henrique

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Comentarios

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Maravilhoso esse teu brincar

Maravilhoso esse teu brincar com as palavras e seus significados numa excelência de sentido poético...

Adoreismiley

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Palavra única

Uma única palavra: FANTÁSTICO!

Parabéns!

Abraços Fraternos,

Francisco Ferreira

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