COMA
Ainda vives. Pobre coitado!
O sonho amputado,
estranho,
num corpo mutilado.
Perfumas éter por todo o lado.
...mas não há memória de ti.
Não há memória de ti.
Não tens memórias aqui.
Vazio: o espaço por ti ocupado.
Um coração mal parado,
ENORME! num peito fechado,
...bebes o soro estagnado...
...mas não há memória de ti.
Não há memória de ti.
Não tens memórias aqui.
O teu corpo jaz,
numa cama fria,
manchada pelas lágrimas que choraste,
em agonia,
ja(z) onde ninguém te vigia,
onde todos te esqueceram,
um dia...
...porque não há memória de ti.
Não há memória de ti.
Não tens memórias aqui.
As tuas veias,
entorpecidas,
suicidam-se,
deixam-te só as feridas,
cicatrizes feias,
envelhecidas,
desta e de outras tantas vidas
...mas não há memória de ti.
Não há memória de ti.
Não tens memórias aqui!
Não há.
Não há!
Não tens.
...e a maquina vai ser desligada.
E memórias de ti?
...
..
.
Nada.
MARIAC. 2011
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Comentarios
COMA
Lindo, e ao mesmo tempo triste!
Me dá dó, oro pelo personagem do lindo poema!
Meus parabéns,
MarneDulinski