Aos calos da vida

Essas minhas mãos sofridas,
E os calos nelas contidas,
Foram ganhos em muitas lidas,
Ao longo dessa minha vida,
Como prêmio por tarefa cumprida,
Que sempre me foram exigidas.

Os quais eu sempre exibo,
Quando outra mão, vou apertar,
Nessa hora quase sempre eu digo,
Desculpe-me se eu o arranhar,
Porque parecem sê-las de um mendigo,
Que vives a perambular.

Há quem fique espantada,
Com tamanha aspereza,
Lembro de alguém ter me perguntado,
-Convives com muita dureza?
E eu respondi simplesmente calado,
Apenas pensando, disso tenha certeza.

Cada calo existente em minhas mãos,
Por me fazerem companhia,
Os tenho como de estimação,
Apesar da dor, me trouxeram alegrias,
Na hora exata de alguma realização,
Cumprindo tudo com tamanha maestria.

Quem dera fosse só os calos,
Que a gente tivesse para se preocupar,
Seria muito fácil, bastando apenas um ralo,
Para tudo ligeiro escoar,
Por isso é que eu sempre falo,
Dá prazer ver minha mão engrossar.

 

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Miércoles, Abril 27, 2011 - 11:22

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gege

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Os calos mostram que tens

Os calos mostram que tens força de superação diante das aflições que a vida propôs...

                         Admiro muito quem para conquistar o que almeja teve que batalhar..

                                                               Meus Parabéns...

                                                                   Abraços da StaRgiRl!

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Aos calos da vida

Lindo poema, gostei muito!

Meus parabéns,

MarneDulinski

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