A barca de Caronte

A Barca de Caronte
Jorge Linhaça

Rema, ó Caronte, a tua barcaça
pelo Aqueronte no rumo do Hades
e no seu bojo estas almas levade
para a alegria ou para a desgraça

Vêde , ó Caronte, meu bravo barqueiro
antes das almas deixar embarcar
se te trazem os óbulos primeiro
Se não, as deixes, nas margens, vagar

Alguns vagarão por entre os narcisos
sob a penumbra deste purgatório
Já outros irão aos Campos Elísios

s'em suas vidas foram meritórios
Ao Tártaro vão os incircuncisos
Segue o destino, sem apelatório.

Arandú. 26 de fevereiro de 2009

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Domingo, Mayo 15, 2011 - 16:53

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Jorge Linhaca

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