“VERGONHA”

Impugnas memórias lavram agonia

Em crenças correntes de tretas viciadas

Mostrando, com futuro, bruxuleia doentia

De vozes carecas convites sem cascas;

Tempos que foram, já não vêem contadas

Fitam finezas e mentiras emboladas…

 

Ò… Lembranças espezinhadas

Com mentiras singelas pelo umbigo

Tantas avenças, convicções levantadas

Quando oitocentos podem mudar o castigo;

Mas, quais?

Que tenham a cabeça erguida

E nos guiem para essa saída…

 

Já não há, “livre” que se diga ao todo

Que possa cair, sem o estardalhaço

Quando as vontades são dum povo

Humilde, como albarda ao cachaço;

Vergonha que sinto, com jeito e altivez

Pertencer a um nome, titulado outra vez.

***

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Martes, Mayo 24, 2011 - 01:49

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antonioduarte

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