A Rosa Branca da paz


A ROSA BRANCA DA PAZ
Jorge Linhaça

Suave rosa branca da paz;
quem dera o teu perfume;
não fosse tão falsificado;
escondendo d'almas o negrume

Quem dera essa verdade
não fosse tão desfigurada.
Quem dera a paz verdadeira;
fosse a paz enfim almejada

Quem dera não te usassem
apenas para se esconder!
Quem dera não te salpicassem;
com seus sonhos de poder

E nas rubras sombras;
que gotejam sobre ti;
não te fizessem espinho;
para a outros tentar ferir

Ah, rosa branca, minha amiga;
quiça um dia possas brilhar;
entre as mais doces cantigas;
e a paz, real, eternizar.

Mas enquanto falarem de paz;
e nas sombras guerrearem;
polutas serão tuas pétalas;
até te despedaçarem.

 

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Martes, Mayo 24, 2011 - 21:31

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