A rosa do povo (Carlos Drummond de Andrade)
A rosa do povo despetala-se,
ou ainda conserva o pudor da alva?
E um anúncio, um chamado,
uma esperança embora frágil,
pranto infantil no berço?
Talvez apenas um ai de seresta, quem sabe.
Mas há um ouvido mais fino que escuta,
um peito de artista que incha,
e uma rosa se abre,
um segredo comunica-se,
o poeta anunciou,
o poeta, nas trevas, anunciou.
Carlos Drummond de Andrade.
Submited by
Domingo, Junio 12, 2011 - 11:58
Poesia :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 6672 reads






Add comment