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Fome doentia

Neste mundo mecanizado desde a época da grande revolução,

vive o Homem e as suas sociedades em constante transformação.

Pouco importa como, hoje, a matéria encarna o bem...

Fonte de interesse é a riqueza que cada um tem.

 

Todo o movimento é económico, quantificável e indicativo!

Na batalha pelo que dizem ser mais competitivo,

um apelo ao desenvolvimento da nação:

_Ignore-se a razão e esqueça-se o indivíduo!

 

É o bem colectivo! O progresso! O amanhã! – dizem.

Na verdade, o coração mecanizado produz lucros maiores.

Veste os dedos de ouro, platina e diamantes à custa

da graxa e da fuligem no rosto dos menores.

 

É uma sociedade construída sob o jugo de um artefacto social.

É uma sociedade que rentabiliza o planeta e economiza a esperança.

Num extremo a abundância transborda, no outro, a pobreza condena:

_Que se forre de lama o estômago de qualquer criança!

 

Um dia a revolução chegou à produção

O Homem produziu a máquina

e a máquina produziu, produziu….

 

Qual fome doentia

que insaciável,

a todos extinguiu!

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terça-feira, março 15, 2011 - 11:33

Ministério da Poesia :

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Ema Moura

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