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À LAREIRA DA FÉ
À lareira da fé
Sentados à lareira da fé,
Estão alguns e outros de pé,
Ouvindo palavras soltas,
Andam pela cabeça às voltas,
Uns ouvem com atenção,
Enquanto outros baixam a mão,
Estão ali apenas a ouvir,
À lareira da fé, à espera de sair.
Os que estão sentados falam,
Os que estão em pé se calam,
Palavras vão ouvindo,
Mas nada vão sentindo,
À lareira aquecem a fé,
E ninguém arreda pé,
Uns fingem e outros não,
Que estão com atenção.
Privilegiados da fé estão sentados,
E os de pé estão desconfiados,
Que a fé é o dinheiro,
Para os sentados primeiro,
As mentiras vão ouvindo,
E ao mesmo tempo saindo,
A lareira não os aquece,
E a sua fé arrefece.
Mas como foram convidados,
Continuam ouvindo os sentados,
Que não merecem a cadeira,
Que fica junto à lareira,
O calor é só para os privilegiados,
Que à lareira da fé estão sentados,
Enquanto os outros passam frio,
Ouvindo palavras a fio.
Afinal a fé não é igualdade,
Na lareira da equidade,
Os tristes ficam de fora,
Sem calor se vão embora,
A fé não se faz à lareira,
Tem de tomar a dianteira,
Com frio ou com calor,
Assim se espalha o amor.
Tavira, 21 de Junho de 2011-Estêvão
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