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CRISE

De onde o tempo retira a vida

Da qual a vítima vence

Reconhecida é derrotada

Ignorada triunfante

É a crise dos novos velhos envelhecendo os jovens

O fim do ciclo de ser no ínicio de permanecer

É vício! A crise dos sonos idos e noites semi-eternas

Delírio! Ilusões revertidas em existência

Não tenho o sabor de quem eu beijo
Eu já não beijo
Nunca beijei

Relevo relevos e declínios declaro
Escrevo o som
Descrevo-me

E sou exatamente a proximidade dessas linhas
Ninguém guardado num alguém

Nem pele outra é minha capa
Abra a carta e tenha-me por inteiro
Sou o amante derradeiro posto a arrancar-te da angústia

Parece que estou a seguir-te
Vá por mim, não te desvies
Desvio-me indo pelos teus pés
Vou apressado em agarrar-te

Rasgo-nos, morro!

Crise
Conheço
Ignoro

Desiludido
Vivo
Permaneço

Submited by

sábado, junho 5, 2010 - 20:57

Poesia :

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robsondesouza

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Comentários

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Re: CRISE

"Não tenho o sabor de quem eu beijo
Eu já não beijo
Nunca beijei"

"Desvio-me indo pelos teus pés
Vou apressado em agarrar-te

Rasgo-nos, morro!"

Sempre fortes as imagens q deixas, sempre intensos os versos q trazes!
Ler-te é sempre um despertar, um agitar...
Beijinho grande em ti, Robson!
Inês

imagem de RobertoEstevesdaFonseca

Re: CRISE

Lindo e significativo poema!

Deverasmente, gostei!

Parabéns.
Um abraço,
Roberto

imagem de Susan

Re: CRISE

Lindo , triste e forte .
Muito bom !!!
Beijos
Susan

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