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Encontro
Encontro (Para todos quantos sofrem por amor)
Em teus cabelos vejo o vento, em teus lábios sinto mel, nos teus olhos o sol da vida que brilha dentro de mim. Trouxeste na nuvem passageira, a esperança por mim, um dia esquecida que dá alento de viver. Por ti sinto, vejo, ouço penso, desejo e revejo o futuro no fundo do túnel, brilhando esperando por nós com suas plenitudes, entregando-nos a paixão de te ter encontrado e felicitando-nos no fruto deste amor que um dia irá nascer. Contigo, ficarei, amarei, viverei até ao fim eternamente, esperando no céu dando-te as boas vindas. Paraíso de paz e ternura, a teu lado eu ficarei.
A noite cai, teus cabelos esvoaçam no meu céu, querendo eu aconchegar-te no leito do meu amor verdadeiro e puro por ti. O dia aparece, sais, vais-te embora, deixas-me sozinho novamente, voltando à noite para meus braços. Assim não, vem anda cá, não te vás embora, fica comigo, não saias, noite-dia, dia-noite, deixa-me amar-te até um dia. Um dia, engraçado, não haverá um só dia que não pensarei em ti. Na penumbra da terra caída pelo solo ardente do calor que sai do meu corpo, deixado na terra por onde passas, em teus braços me aconchego, beijando teus lábios sedentos de desejo de, sentir me a teu lado acarinhando tua face.
De negro está a minha alma, de dor vive o meu corpo, de mágoa a minha mente de não poder estar contigo. Amar-te assim eu quero, preciso.
Onde estás tu, bela flor colhida do meu infinito jardim, para viver sempre a meu lado. Onde andas tu, porque não apareces, fugindo tanto de mim. Palavras, disseste, actos também os fizestes. Entraste na minha vida, colheste do meu jardim, água branca, pura e leve, desejando, brotar em ti, querendo no entanto estar somente um pouco dentro de ti.
Noite em branco fiquei, pensando somente em nós, vivendo apaixonados, entregues a um destino frio e cruel, quebrando todos os obstáculos aparecidos. Novo dia nasce, penso somente em ti, naquela cadeira, junto à mesa onde te conheci, sentada, bela com teus cabelos pretos a voar. Minha mão tremia ao tocar na tua, meu corpo deixava de reagir, quando tão perto de ti eu me aproximava. Não sei mais que fazer, como agir perante ti, com medo que possas abandonar-me, na estrada do amor sem fim, sozinho, sem te encontrar, chegando ao fim de um túnel, sem luz nem regresso. Ai, que fiz eu, para estar assim, triste sem rumo nem destino.
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