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ENUNCIAÇÃO
Declino de premeditar o objeto,
já que foi me arrancado o direito
de estar nos créditos do pé da pagina.
Melhor não conhecer de lá o sabor,
pois depois será muito difícil deixar de querer
trocar tudo por tão pouco, mas tão convincente.
Desisto de ser complacente e insiro na agenda
uma data de término
e assino embaixo, com a ponta dos dedos.
Porém, a folha resiste ao enunciado,
e na dobra do papel enrugado sobram,
tal qual asas de borboletas, duas gotas de tinta azul.
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sábado, outubro 31, 2009 - 22:21
Poesia :
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Comentários
Re: ENUNCIAÇÃO
'Enunciação'
Maneira poétida de dizer que a morte é a liberdade suprema em formas de borboleta azul.
Gostei muito.
Re: ENUNCIAÇÃO
NelsondePaula!
ENUNCIAÇÃO
Porém, a folha resiste ao enunciado,
e na dobra do papel enrugado sobram,
tal qual asas de borboletas, duas gotas de tinta azul.
PRESUMO SER DUAS GOTAS DE TEU SANGUE,
QUE INDUZES SER AZUL?
Confesso que fiquei com dificuldades de traduzir, por isso peço, traduza para mim!
MarneDulinski
Re: ENUNCIAÇÃO
Sangue azul sim, mas da borboleta - cujas asas resistem à tentação de cair ( e ficar presa) na folha de papel.
Re: ENUNCIAÇÃO
Bela borboleta azul! e belo poema!
Um abraço,
REF
Re: ENUNCIAÇÃO
Poesia díficil de compreender a mensagem concrecta...mas bem trabalhada... dáme a ideia de ser um amor não correspondido e nessa sequência há uma aceitação dessa negação face a futuras desilusões.
Se não entendi a mensagem penso que também se pode decifrá-la desta forma.
Um abraço :-)