CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
Mistérios
As cegonhas vieram dos céus azuis profundos
para este complexo esquema de cores incomuns.
O cor-de-rosa dissipa-se rápido
como acordar dos sonhos
dando lugar ao cinzento que os profetas previram,
aquando da sua viagem a bordo de uma agulha,
estendendo a linha do seus corpos numa costura moderna.
.
.
As línguas da lua já falaram comigo mais uma vez,
mas ao contrário das outras vezes
em que as visitei à noite
viajando num comboio de alta velocidade,
não falaram de ti, nem mencionaram sequer o teu nome.
.
.
Estranho nos pés os sapatos colados e não cosidos,
estranho na boca um rebuçado de mentol e eucalipto,
já que nunca pude tocar a tua face com beijos,
nem sequer rodeada de minúsculas borboletas .
.
.
O céu é já mais escuro mas há nele um amarelo suave;
ainda mais que a cor desta casa e deste muro
em que te escrevo, ao vento, o desalento que cresce em mim,
porque as cegonhas beijaram a lua.
- As cegonhas beijaram a lua e roubaram-na de mim!
.
.
Veio agora um morcego visitar-me
com flocos de nuvens nos olhos escuros.
- São os olhos do meu peito atravessado pela espada
radioactiva, que em fuligem se misturam e se juntam
ao luar. Em lume brando aquecem.
Entram em ebulição,
para que as lágrimas que surgem
desapareçam antes que a alma se rasge sem permissão.
.
.
- Para quê falar das cegonhas já pousadas nas árvores,
ou do céu colorido que vai mudando de cor?
A linha que cose os mistérios a cada hora,
não sabe nem saberá nunca...como remendar o amor!
rainbowsky
Submited by
Poesia :
- Se logue para poder enviar comentários
- 689 leituras
Add comment
other contents of rainbowsky
Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post![]() |
Língua | |
---|---|---|---|---|---|---|
Ministério da Poesia/Fantasia | Diálogo transparente | 0 | 1.107 | 11/19/2010 - 18:27 | Português | |
Ministério da Poesia/Meditação | Escreves ou não? | 0 | 2.261 | 11/19/2010 - 18:27 | Português | |
Ministério da Poesia/Intervenção | Esperanças | 0 | 1.476 | 11/19/2010 - 18:27 | Português | |
Ministério da Poesia/Amor | Estrela | 0 | 2.745 | 11/19/2010 - 18:27 | Português | |
Ministério da Poesia/Meditação | Farol identidade | 0 | 2.059 | 11/19/2010 - 18:27 | Português | |
Ministério da Poesia/Desilusão | Feitiço | 0 | 1.704 | 11/19/2010 - 18:27 | Português | |
Ministério da Poesia/Paixão | Gelo violeta | 0 | 1.701 | 11/19/2010 - 18:27 | Português | |
Ministério da Poesia/Amor | Há tanta luz | 0 | 1.875 | 11/19/2010 - 18:27 | Português | |
Poesia/Amor | Medo | 3 | 897 | 09/21/2010 - 05:54 | Português | |
Poesia/Intervenção | Desassossego | 3 | 2.002 | 09/16/2010 - 21:06 | Português | |
Poesia/Geral | Expresso descafeinado | 2 | 1.520 | 09/16/2010 - 20:38 | Português | |
Poesia/Tristeza | Não pedi à caneta | 4 | 1.080 | 09/11/2010 - 00:33 | Português | |
Poesia/Pensamentos | A estrada íngreme | 1 | 1.223 | 09/01/2010 - 00:43 | Português | |
Poesia/Amor | TU FAZES-ME DELIRAR... | 4 | 1.447 | 08/29/2010 - 20:11 | Português | |
Poesia/Amor | Ponto de luz | 2 | 666 | 08/23/2010 - 16:05 | Português | |
Poesia/Intervenção | Guerra e uma pequena flor | 1 | 1.138 | 08/15/2010 - 23:32 | Português | |
Poesia/Intervenção | Guerra e uma pequena esperança | 1 | 831 | 08/15/2010 - 20:06 | Português | |
Poesia/Amor | Homem de negro em arame branco | 3 | 831 | 08/14/2010 - 17:58 | Português | |
Poesia/Geral | Caixa de correio | 5 | 1.007 | 08/14/2010 - 13:17 | Português | |
Poesia/Tristeza | Mata-me o gelo no teu copo | 1 | 797 | 08/10/2010 - 16:35 | Português | |
Poesia/Tristeza | Silencio-me nas tuas mãos... | 3 | 719 | 08/10/2010 - 00:01 | Português | |
Poesia/Meditação | Neste planeta... | 2 | 914 | 08/05/2010 - 00:17 | Português | |
Poesia/Tristeza | Viver às escuras | 3 | 740 | 08/04/2010 - 01:17 | Português | |
Poesia/Desilusão | A visita do carteiro | 3 | 1.282 | 08/03/2010 - 22:57 | Português | |
Poesia/Meditação | Languescente terminação | 2 | 1.395 | 08/03/2010 - 17:53 | Português |
Comentários
Re: Mistérios
"Veio agora um morcego visitar-me
com flocos de nuvens nos olhos escuros.
- São os olhos do meu peito atravessado pela espada
radioactiva, que em fuligem se misturam e se juntam
ao luar. Em lume brando aquecem.
Entram em ebulição,
para que as lágrimas que surgem
desapareçam antes que a alma se rasgue sem permissão."
As imagens q desenvolves na minha mente deslumbram-me sempre!
:)))))
Beijinho grande em ti!
Inês
Re: Mistérios
Caro poeta
Verdade, jamais se descobriu ou se descobrirá
uma forma de o amor remendar...Magnífico poema
Parabéns!
Beijinhos no coração
Re: Mistérios
A linha que cose os mistérios a cada hora,
não sabe nem saberá nunca...como remendar o amor!
Excelente Rain, um poema excelente.
Abraço
Nuno