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NÃO FUI SENÃO UMA CRIANÇA
Não fui senão uma criança,
sem qualquer tipo de ambições nem de ilusões, contraditórias.
Dormir à sombra de uma árvore,
chapéu, puxado para os olhos, era toda essa a realidade possível,
de sentir o vento, batendo nas folhas, se vento havia:
E as nuvens, fingiam figuras, simples cosas da imaginação,
que no olvido se perdiam.
No entanto gostava de passear, sem rumo nem nexo
por entre as flores, cobrindo, por inteiro, as planícies mais selvagens,
que hoje, apenas recordo, por distracção:
Assim aquela menina de trança, que a cada sorriso meu,
um único olhar sequer disfarçou, ao passar por mim!
Ainda mais compenetrado, comigo mesmo, compreendi de pronto,
de que fui eu o único que amou a natureza de verdade.
E fui uma criança feliz, porque meus desejos eram simples,
como a pedra no chão, um ninho ou aquela montanha, em meus olhos.
Só nunca soube cantar: mas isso seria pedir demais, de uma criança,
muito mais habituada a escutar, o silêncio, que todas as coisas
comportam.
Jorge Humberto
07/06/09
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Comentários
Um poema muito singelo, que
Um poema muito singelo, que nos faz regressar aqueles tempos de outrora; tempos que não voltam mais.
Continue escrevendo assim.
Um abraço e fique com Deus.
Olá, meu querido amigo, Charles,
Olá, meu querido amigo, Charles,
estou muito feliz por teres aceite meu convite para vires até este meu poema. Que bom que tenhas gostado e deixado teu muito precioso comentário, pleno de uma verdade que não morrerá jamais.
Abraços meus.
Jorge Humberto
Um belo retrato da tua
Um belo retrato da tua meninice, Jorge Humberto.
É um verdadeiro prazer ler-te, Poeta.
Aquele abraço amigo,
:-)
Olá, meu querido amigo, Apsferreira,
Olá, meu querido amigo, Apsferreira,
muito obrigado pela tua visita e pelo apreço demonstrado a meu poema, que no fundo, acaba por dizer um pouco de todos nós.
Abraços meus.
Jorge Humberto
Um excelente texto,
Um excelente texto, meu amigo Humberto! Gostei desta divagação pela tua meninice, onde recordas com alegria esse lindos anos da tua juventude.
Parabéns meu amigo!
Abraço forte!
Olá, meu sempre, querido, amigo, Gil,
Olá, meu sempre, querido, amigo, Gil,
saberia que responderias a meu chamado e eis-te aqui junto de mim, em toda a tua singela presença e amizade franca. Fico feliz que tenhas apreciado meu poema, que fala de nossa meninice e de tempos felizes. Continuemos seguindo assim, pois exste é o caminho mais maravilhoso.
Abraços meus.
Jorge Humberto
Muito belo Jorge. Uma visita
Muito belo Jorge.
Uma visita soberba os verdes anos.
Os meus parabéns.
Olá, meu querido, amigo, Ex Ricardo,
Olá, meu querido, amigo, Ex Ricardo,
agradeço teres aceite meu convite e por te fazeres presença a meu poema, que sim, como dizes, lembra nossos verdes anos. Obrigado!
Abraços meus.
Jorge Humberto
Os versos sobre infancia
Os versos sobre infancia sempre são belos talvez pela simplicidade e inocencia contida!
Caminhar sem preocupações, viver o momento e amar sem egoismo...
Tudo tão lindooo!!!
LER TEU POEMA FOI SATISFATÓRIO, TUDO QUE É VERDADEIRO ME CONTAGIA!
Abraços da Stargirl
Olá, minha querida, Star Girl,
Olá, minha querida, Star Girl,
deixaste-me muito feliz com o teres aceite meu convite para visitar meu poema. Que bom que gostaste, isso me dizem as belas palavras, bem expressivas que me deixaste.
Continyuemos nesta vida, sempre de mãos dadas com a criança que sempre haverá em nós.
Beijinhos mil
Jorge Humberto