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O Construtor de Sopros
Os castelos povoaram a Maravilha! O sábio estoirou de
riso. Mas ficou pasmado dentro da sua sabedoria…
Teria sido necessário chegar a tempo, polir as têmporas
do dia.
Ohé! Ohé! Eu sei isso, eu! Sei-o muito bem! Limpar e
lavar. Despir os quimonos da luz. Esfregar as têmporas,
limpar os pés, desobstruir as caves, ordenar os sótãos do
dia e da noite!
Sei isso muito bem e estou prestes a chegar! Tenho
saberes de todo o género. Por exemplo, de uma concha,
consigo fazer janelas à Maravilha. Sei edificar nas palmas
das suas mãos os castelos do vento. Onde o tempo os
abate logo a seguir. Mas também sei construir por entre
ruínas. A partir de um sopro ergo uma torre ao hálito das
pedras. É até divertido e nada difícil.
Ah, a Maravilha! Quem poderia explicá-la, a Maravilha
e seus castelos?
Teria sido necessário chegar a tempo, polir as têmporas
do dia.
Ohé! Ohé! Eu sei isso, eu! Sei-o muito bem! Limpar e
lavar. Despir os quimonos da luz. Esfregar as têmporas,
limpar os pés, desobstruir as caves, ordenar os sótãos do
dia e da noite!
Sei isso muito bem e estou prestes a chegar! Tenho
saberes de todo o género. Por exemplo, de uma concha,
consigo fazer janelas à Maravilha. Sei edificar nas palmas
das suas mãos os castelos do vento. Onde o tempo os
abate logo a seguir. Mas também sei construir por entre
ruínas. A partir de um sopro ergo uma torre ao hálito das
pedras. É até divertido e nada difícil.
Ah, a Maravilha! Quem poderia explicá-la, a Maravilha
e seus castelos?
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sexta-feira, maio 11, 2012 - 20:36
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Comentários
Curioso, sim
Concordo com a Maria Butterfly. Um texto curioso, quase
um pregão medieval de um fazedor de magia.
Quem pode explicar a Maravilha e os seus castelos?
Beijinhos
Olá Ana, Começo por agradecer
Olá Ana,
Começo por agradecer o teu comentário. O texto é retirado do meu livro publicado aqui (Geraldo Paiva: Devaneios de um fumador de haxixe). Aparece na categoria da poesia, mas no posfácio do livro, através de uma personagem também ficcional, os textos são designados por narratemas.
Não é bem um pregão medieval, mas gosto da interpretação: pois a poesia tem como função abrir o espaço das interpretações possíveis.
Em contrapartida, já gosto muito mais da palavra magia que utilizas. De certa forma, trata-se de facto de uma espécie de alquimia existencial em relação ao real.
Beijinho muito grande.
curioso este teu
curioso este teu texto,poesia
faz-me lembrar um conto antigo.
os sopros são assim (alguns) e têm o poder de erguer,
aqueles que derrubam.
Beijo
olá Maria,Agradeço o teu
olá Maria,
Agradeço o teu comentário que me sensibilizou. Supondo que não leste o livro, publicado aqui na WAF, (Geraldo Paiva: Devaneios de um fumador de haxixe) que este texto integra, é estupendo constatar que recorres à palavra conto para o qualificar. Pois no Posfácio ficcional que fecha o livro, é dito precisamente que, embora classificados no género da poesia, os textos constituem na realidade aquilo que lá é designado por narratemas (ou seja algo que nem é bem narrativa nem exatamente poema, mas textos que acabariam por constituir um metagénero.
Parabéns pela perspicácia.
Mas o que me importa acima de tudo, é simplesmente as pessoas gostarem e partilhar esse prazer.
Um beijinho muito grande. E prometo também ler e comentar os teus em breve.