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O TEMPO E O MEU TEMPO

Houve um tempo diferente
Desse meu tempo de hoje
Tão veloz hoje ele foge
E assim passou de repente
Porém quando antigamente
Tanto tempo eu trabalhava
O tempo tão lento andava
Durante o expediente
Que comparado ao vigente
O tempo de antes, parava
-
Mas meu tempo hoje presente
Parece andar apressado
Como se fosse chamado
Por algum motivo urgente
Porém, como nada sente
Por nada nem por ninguém
De quem muito ou nada tem
Anda o tempo em igualdade
Na mesma velocidade
Até que alguém fique sem
-
Nesse sempre vai e não vem
Sem ter marcha ré na caixa
O tempo ao meu tempo baixa
Enquanto aumenta também
Por certo tem mais alguém
Talvez tenha muita gente
Que estranhamente sente
Como hoje sinto eu
Que sem ver envelheceu
Assim, como de repente
-
Do meu tempo de menino
Enquanto ainda viver
Vou ter sempre o não saber
Sobre qual é o meu destino
Mas enquanto ainda atino
Nesses meus dias iguais
Faço versos entre os quais
Ressuscitam na lembrança
O meu tempo de criança
Que se foi pra nunca mais.

SÉRGIO TEIXEIRA/BAGÉ/RS/BRASIL.

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sexta-feira, fevereiro 21, 2025 - 23:28

Poesia :

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Sérgio Teixeira

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