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Se pudesse pegava em mim e seria outra coisa qualquer

(Se pudesse pegava em mim e seria outra coisa qualquer)


Sou cúmplice de um complexo esquema de fraude,
Nunca tive ofício ou profissão mas sou perito “em nada”,
Se pudesse pegava nos dedos e punha-as na fogueira,
Até se tornarem carvão e com ele tisnava a alma toda,
O que sobejasse, claro, não seria salvo da tesoura (ou censura).

A auto-estima é uma harpa, que quando desafinada,
Solta um ruído tosco e em nada igual a voz de gente,
Mas afinal de que me serve o orgulho ridículo e o alarde,
Se minha fala mal afina um gemido dissidente,
E é indiferente a estilos e ao ruído campeão do mundo,

Quem conheço não é meu publico nem me contém,
Nos disjuntos segmentos do tempo corrente,
Que julgo nada mais se chamará do que lenta morte,
Todas as teorias determinam a seu belo modo,
Quanto da alma, do espírito e do corpo ele me rouba.

Exijo duvidar de tudo aquilo que conheço, da vista,
Dos calcanhares, do cabelo e da existência futura,
Pois oculto em cada esconde-se a ilusão de uma lucidez perdida,
E assim amarei mais a razão que julgar conveniente (ou convincente)
De suspeita e falsidade, se bem que nem sempre.


Se pudesse pegava em mim e seria outra coisa qualquer,
Menos gente.


Jorge M.M. Santos (2019/12)
http://joel-matos.blogspot.com

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quinta-feira, dezembro 16, 2010 - 21:34

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