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SEDE
Sede
Às vezes tenho tanta sede,
Mas ninguém me percebe,
Que a sede não é de água,
É de amor não é de mágoa,
Ofereçam-me amor de beber,
E não de mágoa para morrer.
Morrer sem amor não desejo,
Dêem-me antes um beijo,
Não de esmola mas de amor,
Que me tira do frio e me dá calor,
Para aquecer a alma do meu ser,
E muita sede para dele beber.
O céu azul e o amor não são demais,
Tenho sede de amor, não de ais,
Lamentos, não quero dêem-me amor
E que dele nunca perca o doce sabor,
Para saciar a minha doce sede,
Mas nem toda a gente me percebe.
Percebe sem olhar para ver,
Que eu tenho tanta sede de beber,
Do amor que me tem faltado,
Dele quero ser saciado,
Para encher o meu coração,
E aquecer as minhas mãos.
Mãos que tocam e abraçam,
As minhas quero que assim façam,
E a minha boca de sede é saciada,
Com a água do amor abraçada,
Ao meu peito cheio de bem-querer,
E que nunca pare de beber.
Beber amor eu sempre desejo,
Dele nunca me despejo,
Quero amor em mim sempre,
Para quer me deixe sempre contente,
E o meu coração bata devagar,
E nunca se esqueça de amar.
Amar, amar ter sempre sede amar,
Esta fonte nunca se pode esgotar,
Para ter sempre a minha vontade
De beber sem caridade,
De amor eu quero ter sempre sede,
Mas há sempre alguém que não percebe.
Tavira, 7 de Agosto de 2011-Estêvão
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