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UM AFAGO

Um afago

 

 

Um afago pela nossa cabeça quem não gosta?

Mas cuidado com a mão que se encosta,

Desliza suavemente como uma leve pena,

Mas pode ser uma mão que te condena,

A mão apenas toca mas não se conhece a mente,

Se a intenção é de amor ou ela desmente,

 

 

Afagos bons são dos que nos querem bem,

Tal como os afagos feitos pela nossa mãe,

Outros podem ser sinceros ou de amizade,

Mas cuidado que outros podem ser de maldade,

Como a mão é comandada pelo pensamento,

Não sabemos o seu motivo ou o seu intento.

 

 

Um impostor ou falso amigo não se conhece,

E esse afago pode ser traição não se reconhece,

Pelas costas não sabemos o que se está a passar,

Pois enquanto uma mão afaga e a outra pode matar,

De quem não se conhece o afago é de admiração,

Devemos desconfiar de quem nos passa a mão.

 

 

Geralmente aceitamos os afagos, pois gostamos,

Seja de mão conhecida ou não, aprovamos,

Pensamos que é de alguém que gosta de nós,

Também pode ser de alguém que nos quer tirar a voz,

E assim ficamos felizes quando o afago se sente,

Porque quem nos afaga pensamos que é boa gente.

 

 

Nós só aprendemos quando sentimos a traição,

Que nos faz doer a alma e o coração,

Depois desconfiamos até dos imaculados,

Com medo de sermos novamente magoados,

E assim, até fazemos pagar o justo pelo pecador,

Porque desconfiamos até do próprio amor.

 

 

Tavira, 2 de Fevereiro de 2011 – Estêvão

 

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quinta-feira, maio 9, 2013 - 17:05

Poesia :

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José Custódio Estêvão

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