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Volátil - Parte II de III
Parte II - Despedida
A cadeira range, como a porta pouco oleada tombada aos teus pés,
quando ainda é tempo de suster a respiração, dobrar os joelhos,
rodar as pálpebras em eclipse, distender o som nos tímpanos,
calibrar a crosta dura das tempestades para não quebrar a íris,
outrora fantasia, agora obsoleta câmara de gás mortal.
Lembrar-me das cortinas circulares com que me olhaste a última vez,
frias, distantes, foi como fazer marcha-atrás na engrenagem do coração.
Nem estrelas brilhavam ainda no céu - era véspera de Natal -
e mais uma vez o estado de espírito trazia a melancolia e a revolta
de pensar-te, de seguir com água no rosto os teus passos a afastarem-se.
(...)
rainbowsky
Nota: Parte I - http://worldartfriends.com/pt/club/poesia/vol%C3%A1til-parte-i-de-iii
Parte III - http://worldartfriends.com/pt/club/poesia/vol%C3%A1til-parte-iii-de-iii
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Comentários
Este poema
Este poema supera o que pudesse dizer....Originalidade no sentido conferido a alguns termos, entrosados com a temática dorida!
Admiro a tua especificidade na escrita, Gosto de surpresas talentosas!
Bjo, jovem amigo :)
Poema grandioso!! Tocou-me
Poema grandioso!!
Tocou-me profundamente. Esse teu poema penetra a nossa alma,é impossível não se emocionar e não ficar encantada...
Abraço