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Que saudade de tudo que reside em mim

ó verdes trilhas das campinas
em que a gente corria
com os pardais
pra solver as águas das minas
e nadar como peixes
na chuva nas piscinas

ó saudade bandida
da vida colorida
que se desfez

já não posso
tocar-lhe a tez
dói-me mais esta ferida
da antiga
perdida pequenez

ó brejos
do meu pé de serra
hoje em mim se encerra
toda ingenua lucidez
quero inda ver o barro
sentir o aroma das brumas
tocar a menina miudinha
fruto da terra
que mulher se fez.

a minha voz daqui berra
o canto-desencanto
e em acalanto
vem lá a chuva do pranto
inundar
meus olhos cansados
a tantos brados
mas inda sorrio
como o namorado
da vida envelhecida
que comigo foi cortez
resumo e resumo
meu sumo
que deságua em fluidez

às campinas
às trilhas
às piscinas

aos moleques serelepes
às meninas
e você
tão engraçadinha
pobrezinha
coradinha
pezinhos barrentos
cabelinhos aos ventos
no vestidinho de chita
de mês a mês

me chamando
vem vem
sou  sua rainha
do inicío ao fim do livro
lembrança do aquando
da felicidade prisioneira
que a gente tinha
em nosso cenário montês

vem venha
sentir as maravilhas
as verdes trilhas
estou entre as árvores
ao seu alcance
te esperando
a milhas e milhas
em cima das forquilhas
que num lembrar vês.

ó lembrança
que comigo nasceu criança
envolva-me em teus braços
se viver e morrer ora digo
que até meu findo suspiro
flertarei co'a  plácida esperança
morrendo contigo.

(Rehgge, 1982)

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sexta-feira, julho 6, 2012 - 22:46

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