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Adeus
Já as ultimas luzes desta tarde ainda quente dos fins de Outubro, se afastam, e neste lubrego lugar, e nesta hora de luz e trevas enquanto as negras harpias já abandonam as sepulturas de seu entes amados, mortos á muito já, ainda com lágrimas nos olhos carregando seus rosários meio desfiados, de vigílias demoradas de oração e lembrança, aqui permaneço eu de pé para sempre, como sempre olhando o mesmo lugar, onde um dia te deixei, não choro, hoje não, como nunca chorei, sinto a dor que me rasga a alma, me desgarra o coração me leva as entranhas, mas lágrimas não…
Olho por entre as lousas do chão cobertas de uma manta alaranjada de folhas mortas que se arrastam ao sabor do vento desta sinistra hora…
Minha sombra que quer fugir afastando-se do meu corpo ate ao portão deste atormentado lugar de perto desta sepultura que eu não posso deixar, não enquanto uma lágrima não chorar…
E a lua aparece…
Os momentos felizes, e os tristes, já nada importam tudo é perdoado tudo ficou para traz, nada mais do que coisas que na memoria fui guardando…acho que nunca te disse o que sentia.
E agora onde estarás? Tenho palavras que dizer e sei que já não sa ouviras…
Olho por baixo o anjo de pedra que ao brilho do luar se torna azul, enquanto uma rajada de vento frio levanta as folhas do chão e as convida para danças, dirigindo-as a esta conversa muda entre eu e alguém que já não vai voltar…
Cada piscar de olhos se torna numa fotografia, cada uma, uma historia, uma lembrança, uma recordação, cada uma apenas mais uma mentira que me atormenta e me livra de razão.
Porque assim, porque para nunca mais voltar, porque nos roubam sempre aqueles que começamos a amar.
Cada um leva sua guerra por dentro, uma da qual não se pode livrar, olho e finto teu tumulo de pedra, engulo em seco mas não consigo chorar…
Mordo o lábio de ódio daqueles que de mim te levaram, aqueles que falavam e que nunca nos perguntaram, se era assim que queríamos viver, acho que nos tínhamos algo a dizer…
Como de um mundo passado o cheiro a sangue que naquela noite senti, volta para me atormentar como a recordação de quando te vi…
Caminho a passos lentos entre as sombras da noite desviando o passo através das ervas que emergem entre as lousas vindas da terra onde estas, vindas do chão, de onde não voltaras.
Sento-me junto a ti, sereno o olhar, finto o nada, e começo a chorar…
A guerra mata aquilo que se ama, numa guerra não há vencedor ou vencido, só historias como estas de tudo o que fica perdido…
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Comentários
Re: Adeus
Texto bem escrito em dom da palavra!
:-)
Re: Adeus
Lindo, forte e profundo... Adorei.
Re: Adeus
muito bom.parabens!