CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
Em Lisboa não há água
Em Lisboa não há água. durante a viagem vemos os soldados, os olhos são magros. Nos passeios desfilam monges, sofrem do mal da tuberculose. Lisboa vesta a roupa do rio, durante a viagem encontramos uma multidão de homens nus, despidos como o vinho que se despe das garrafas como uma solidão que se expulsa do corpo. Sentimos o cheiro podre das flores, os retratos de um amarelo velho nos quartos vazios onde a demolição e a agonia se espalha como um hino inaudivel. Há fome nas ruas, as vozes não cantam porque estão fracas, as crianças não brincam porque no céu não se vislumbra uma só nuvem, um sinal, um ritmo que apele á descoberta do corpo, o mistério da compreenssão da morte atraves da representação cómica da vida.
Em Lisboa não há água, alguem filma esta incommpreensão, não há uma árvore, não se vê uma janela onde entre ar e saia um grito...
Lobo 010
Submited by
Prosas :
- Se logue para poder enviar comentários
- 1572 leituras
Add comment
other contents of lobo
Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post![]() |
Língua | |
---|---|---|---|---|---|---|
Prosas/Pensamentos | a palavra dentro do corpo | 0 | 2.380 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Prosas/Outros | Não estava nos livros essa angustia | 0 | 2.163 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Prosas/Pensamentos | Há aquele momento em que o gesto decide criar o mundo | 0 | 1.813 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Prosas/Outros | Por cima do muro | 0 | 2.572 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Prosas/Contos | A nuvem que é um anjo e que me quer levar para casa | 0 | 1.441 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Prosas/Pensamentos | A fragilidade do mundo | 0 | 1.378 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Prosas/Outros | desassunto | 0 | 2.362 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Prosas/Ficção Cientifica | O desafinador de criações | 0 | 2.691 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Prosas/Outros | Os meus gastos dias | 0 | 1.422 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Prosas/Outros | Deitou-lhe terra sobre os pés | 0 | 1.854 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Prosas/Outros | gatos entre paginas | 0 | 1.257 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Prosas/Contos | Vais começar a voar | 0 | 1.604 | 11/18/2010 - 23:47 | Português | |
Poesia/Aforismo | O que se pode fazer quando a noite dorme no teatro | 0 | 1.996 | 11/18/2010 - 16:32 | Português | |
Poesia/Aforismo | Em s Bento ou água benta ou atrevimento | 0 | 2.349 | 11/18/2010 - 16:27 | Português | |
Poesia/Aforismo | Os soldados mostram ás estrelas ferimentos de guerra | 0 | 2.839 | 11/18/2010 - 16:27 | Português | |
Poesia/Aforismo | o entendimento completo da morte. | 0 | 1.058 | 11/18/2010 - 16:15 | Português | |
Poesia/Aforismo | O corpo cansado descançou nos livros | 0 | 1.645 | 11/18/2010 - 16:15 | Português | |
Poesia/Dedicado | Agora é a água dentro dele que canta | 0 | 1.537 | 11/18/2010 - 16:08 | Português | |
Poesia/Comédia | Faço a barba com a caligrafia dos poemas | 0 | 1.135 | 11/18/2010 - 16:01 | Português | |
Poesia/Aforismo | Esclarecimento | 0 | 2.507 | 11/17/2010 - 23:41 | Português | |
Poesia/Comédia | Anda alguem a desacertar o relogio do mundo parte 2 | 0 | 1.419 | 11/17/2010 - 23:41 | Português | |
Poesia/Aforismo | Na rua havia homens feridos | 1 | 1.253 | 09/16/2010 - 16:32 | Português | |
Prosas/Cartas | Carta | 1 | 3.429 | 09/15/2010 - 21:31 | Português | |
Poesia/Aforismo | Quebrasse o frágil vidro do relógio, | 2 | 2.429 | 09/11/2010 - 01:52 | Português | |
Poesia/Aforismo | Quero ouvir outra vez | 1 | 1.554 | 09/10/2010 - 03:52 | Português |
Comentários
Re: Em Lisboa não há água
Parabéns pelo belo texto.
Gostei.
Um abraço,
REF