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Encontrei a minha Musa

Encontrei a minha Musa

Fim de tarde morna de Setembro.
O Sol acaba de mergulhar no horizonte, deixando um rasto dourado no Atlântico,
que hoje está excepcionalmente calmo.
O areal da praia e enorme, extenso a perder de vista.
A areia está ainda se mantém tépida da calmaria da tarde a praia está deserta, apenas eu o mar a areia e as gaivotas.
Caminho sem destino rumo a norte.
Não sei há quanto tempo caminho
O horizonte já não tem Sol, apenas um clarão rosa anil, que vai esbatendo minuto a minuto
.Existe um sortilégio subtil que me faz caminhar nesta praia e não permite que regresse ao parque onde deixo o automóvel.
A praia é imensa, não enxergo o fim, vejo apenas neblina cinzenta que ao longe se confunde com o areal.
Penso desejo veementemente uma companhia, pois começo a sentir o peso desta solidão.
Continuo a caminhar sem objectivo em passos lentos de olhar absorto na profusão das pegadas deixadas na areia fina.
Levantei o meu olhar e eis que ao longe e na minha direcção se desloca um vulto que emerge da neblina, um vulto que se assemelha á silhueta de uma bela mulher.
Uma semi-obscuridade já se faz sentir, os olhos alcançam apenas oitenta a cem metros.
A silhueta feminina, ganha cada vez proporções maiores e mais nítidas,
Estremece o meu coração, um misto de medo , desejo e atracção, se apoderam de mim.
Hesito em avançar, paro, tremo, fixo a silhueta e ela parou também,
Respiro fundo dou mais uns passos e ela avança sempre na minha direcção sem hesitar.
Agora reparo ela vem nua, e o seu corpo emite uma luminosidade azul claro, como se fosse feita de lua.
Estou fascinado, ela aproxima-se, vem determinada ao meu encontro, nada adianta fugir e nem sequer tenho para onde fugir.
Cada vez mais nítidas as formam misteriosamente belas.
Três pontos luminosos se destacam no seu corpo.
Um, cor rosa-choque vindo da zona pélvica e outros dois de cor verde-alface luminoso, um de cada mamilo.
Deslumbrante simplesmente.
Deixo-me vencer, abandono-me, estamos cada vez mais perto não há nada a fazer.
Ela estende os braços, a sua longa cabeleira preta emoldura o seu rosto oval esconde parte da beleza daqueles seios maravilhosos.
Estamos muito perto,.. mais um passo e tocamo-nos, …
ela nada diz eu também não.
Não sei qual a sua natureza nem qual o seu objectivo, mas o meu coração sente cada vez mais desejo daquela criatura seja ela o que for.
Emito os seu gestos, levanto os meus braços, tocamo-nos pela pontas dos dedos ,sem palavras.
Sinto-me electrizado, paralisado, o meu corpo a aumentar de volume e perder a noção do peso.
Por fim consigo balbuciar:

- Quem és ? o que queres de mim?
-Sou tua Musa, acaso não desejaste a minha companhia enquanto caminhavas?
-Sim desejei, mas não sabia que aparecias e que vinhas ao meu encontro, sempre que pensei que as Musas são um mito.
-Mas eu a tua Musa ,não sou um mito.
Sou bem real , toca-me, prova-me ,ama-me e verifica por ti.

Perco o medo toco-a aproximo os lábios do seu corpo.
Tem o toque e o cheiro a pele de mulher.
Beijo-a e ela corresponde entreabrindo os seus lábios cheios.
Toco os seus dentes com a língua, sinto a dela que vem ao encontro.
Uma língua grande e gostosa que sorvo com avidez á medida que ela se entrega generosamente.
Os seus braços compridos envolvem-me, comprime os seios no meu peito.
Vacilam as minhas pernas, sinto que já não me detenho de pé, toco levemente os seios, sinto os mamilos a endurecerem…
Beijo-os sorvo-os e sinto agora os seus braços que me envolvem a cabeça com um carinho maternal.
Fecho os olhos e aos poucos deixo-me cair de joelhos, as minhas mãos sentem agora os contornos de um corpo feminino escultural e belo.
A minha Musa, solta gemidos e pressiona a minha nuca com as suas mãos delicadas.
Baixa-se e retirando as mãos da minha cabeça, coloca-as nos ombros e suavemente faz-me cair de costas.
Sinto o peso do seu corpo sobre mim.

Olho os dois pontinhos verdes luminosos e cor de alface e nisto entro em delírio não sei onde estou, não sinto o peso do meu corpo, é o êxtase e o clímax acontece.
Grito: -Minha Musa, ….Minha Musa,
quero-te aqui eternamente, quero-te, quero-te!!!.

Respondeu-me o marulhar das ondas
que se espreguiçam na praia e já quase me tocam os pés.

Abro muito os olhos quero ver a minha Musa,
vejo apenas Lua que está em quarto-crescente,
olho-a,… está no zénite do firmamento, …é meia-noite.

Praia de São Lourenço, 28 de Setembro de 2007Encontrei a minha Musa

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sexta-feira, maio 2, 2008 - 23:14

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Felicis

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Texto bem escrito em dom da palavra!

:-)

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